quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Uma ligação me fez refletir...

Estava eu buscando inspiração pra escrever algo que assim, chegasse até suas almas, e os fizessem refletir. E a inspiração vinha. Até porque eu estava escutando uma de minhas músicas favoritas, e se há algo que me inspira mais é a música... Mas então, ERA esse o assunto do qual iria falar. Mas o telefone tocou, e só de pensar em me virar para atendê-lo as idéias zarparam, e pra bem longe. O que é pior. Mas foi então que outras vieram lhe tomar o lugar, e estalos surgiram com as suas chegadas.

Quem era ao telefone? Ninguém, aliás, ninguém que eu já tenha visto o rosto ou ao menos saiba o nome. Era alguém sim, desconhecido, mas alguém. Uma operadora de telemarkentig, ou para os mais chegados: telefonista. Perguntando sobre o responsável pela linha telefônica. Provavelmente, iria fazer algumas interrogações como é de praxe, oferecer alguns planos... Minha mãe diria que não, agradeceria, e então desligaria. E assim, acabaria. Mas minha mãe não estava em casa, e nem eu quis puxar assunto com uma desconhecida.

Porém, o que ficou na minha mente, me perguntando, foi: será a telefonista loira de olhos azuis e boca carnuda? Ou morena com bochechas grandes e sorriso envergonhado? Nunca vou saber. Mas o que importa na realidade? Ultimamente o mundo vem fazendo tanta questão da aparência! E eu também, infelizmente! É o cabelo que é liso, ou o olho que é falso... As pernas que não são torneadas e a barriga que passou das medidas! E assim caminha o mundo, seguindo a estrada da plaquinha da estética. Sem nem reparar na do caráter, e passando totalmente sem olhar para a da personalidade. Falta tanta coisa no mundo, mas a certeza que eu tenho é que se existisse um pouquinho mais que seja de caráter e ética e menos crédito à vaidade e aparência, as coisas seriam diferentes.

Talvez nem tanta gente sofresse por pré-conceitos impostos, exclusão, deboches, busca pela aceitação... O que falar então, dos que “se matam”, quase que literalmente, para ter um corpo perfeito (o que é impossível), mas nem se importam de cuidar da alma, do espírito. Porque poucos sabem que o corpo sem o espírito não sobrevive, mas o espírito sem o corpo vive. E vive bem.

Se nos alimentássemos de hamburgers de bons valores com copos trasbordados de respeito, e de sobremesa um pouco de humildade, nossos espíritos não seriam tão desnutridos e famintos. Se tivéssemos também mais paz interior, tranqüilidade e bem-estar consigo mesmo. Hoje tudo abala o espírito, tudo é motivo pra desespero. E o motivo é o tal. Falta de alimentação saudável do espírito e cultos a errados deuses: os rostos humanos, puros e peles por si sós. Vá então! Deixe, como eu, de tentar descobrir como é o rosto, pra aprender como é o espírito! Esqueça os padrões, e os produtos rejuvenescedores. E por fim, escute uma música, eleve seu espírito e viva! Ao invés de sobreviver!




Beijão! (:

4 comentários:

Stephanie Evaldt disse...

Nossa Rafa, muito bom teu texto, mesmo!
Pois � seria t�o bom se depois de ler um texto, a gente refletisse, quer dizer, refletir a gente reflete, o problema � n�o repetir mais essas coisas de ficar cuidando os outros ou coisa assim, mas na real a gente n�o faz o que a gente quer, e sim o que a sociedade imp�e...
Seria �timo se a gente n�o ligasse tanto pra essas coisas!

Lucas disse...

Amor, cada vez mais eu acho q vc tem que seguir alguma coisa q relacione as suas habilidades com o texto, li todos os seus textos, e nao só esses os da escola tbm e vo te dizer todos me fazem refletir, mas nenhum tanto quanto esse, sei la, acho q esses textos polemicos e diferentes nos fazem pensar na vida, e eu gosto disso, ah chega de elogios, se nao vc fica se achando ai..hahaha, ateh parece neh... bjss linda te amo!

fLavio disse...

muito bom o texto, acho que se os alimentos do mundo fossem nutridos com respeito e similares não haveria fome, pois todos estariamos bem.
e se o mundo tivesse personalidade, nao se subordinasse à sociedade também seriamos muito melhores.

fLavio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

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