Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Uma repressão, um ponto de vista

Sei que já é um pouco tarde para tecer comentários a respeito do seguinte assunto. No entanto, venho a dias querendo falar sobre isso.


22 de junho, 2009

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, criticou nesta segunda-feira o uso da burca - traje usado por mulheres muçulmanas que cobre todo o corpo e só deixa os olhos à mostra - e afirmou que não há lugar para esse tipo de vestimenta na França.

BBC do Brasil

Exatamente, meus caros.

Sarkozy parece ter aderido ao jeitinho típico americano, de nação liberal com missões civilizatórias. Não com toda aquela pompa de um Destino Manifesto, mas pelas beiradas, a velha França da maior revolução que o mundo já presenciou, parece buscar justificativas estratégicas para atitudes no mínimo estranhas.

Devido ao crescimento de imigrantes tanto Árabes como Africanos, a França vêm ganhando cada vez mais adeptos de um discurso xenófobo capaz de se defender em qualquer acessório religioso, até mesmo em um véu.

O paradoxo simultâneo da necessidade e da rejeição do estrangeiro é o típico cenário europeu do século XXI. O que mais me faz pensar é se ao proibir o uso da burca nas escolas francesas, o real objetivo é acabar com uma repressão ou criar outra...

Aliás, mais uma repressão! Afinal, o que seriam aqueles estereótipos de corpo e rosto estampados nas capas das revistas se não uma das maiores repressões do mundo feminino? O que vestir, quanto pesar, a quem se igualar... Isso tudo é inconscientemente empurrado para dentro das mentes das milhares de mulheres, e não só francesas, mas do mundo todo!

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Sentimento Sem Nome

"A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe."
Mário Quintana

Essa vontade de colocar as pernas esticadas, apoiadas, para o ar... Espreguiçar os braços para trás, soltar a cabeça sobre os ombros e sorrir... Leve e intensamente, sorrir... Sentindo cada parte do corpo ao se contrair e relaxar, sentindo a alegria correndo por cada medida do corpo. Corpo livre, corpo muito leve, corpo todo solto. E então fechar os olhos, descobrir um mundo paralelo onde a trilha sonora são os acordes de um violão bem dedilhado. Tudo de uma harmonia simples, feito rede que embala o corpo... Corpo livre, corpo vivo, corpo.
Corpo ou alma?

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

As Possibilidades do Amor



"Pense no amor como um estado de graça.
Não um meio para chegar a um fim,
mas o alfa e ômega, um fim em si mesmo"

Gabriel García Márquez



Talvez, tenha sido naquele instante que teu piscar, desencontrou o meu olhar. Mas ainda assim, nem em tal ligeirice a luz desvia-se do seu olhos. Porque então eu desviaria?

Talvez, não sejamos a final, feitos um para o outro. Mas ainda assim, o que é a inconstância do destino para ditar nossas regras? Porque então eu deveria segui-las?

Talvez, nunca queiras um carinho meu. Mas ainda assim, não vejo nas areias pedido algum, e lá está o mar a acariciar lentamente cada grão quieto. Porque então eu deveria esperar um sinal?

Talvez, o amanhã não chegue, o depois não perdure, e o fim, sem querer, venha para o que há entre nós dois. Mas ainda assim, o que é o fim, para algo assim, que vive só recomeçando?

Domingo, 31 de Maio de 2009

Assim fica constituído...

Não dê a mim a chance de legislar. Com esse poder, sei que não seria capaz de lidar. Amores assim, desprezados, eu proibiria. Proibindo, te prenderia. Prendendo-te, me prenderia mais ainda. E assim seríamos nós dois: um preso por desprezo, outro por apreço. Não, não vou criar uma lei como esta, por mais que me haja vontade de impedir esse seu jeito tão bem feito de viver sem mim...
Não, meu bem! Não te preocupes com algemas. Vai e vive, porque não existirão grades capazes de te trancar. Nem mesmo as mais bem construídas dentro de mim. Porém, quando estiveres cansado de viver sem se prender, cria tu a lei do “se arrepender” e volta para bem perto de mim, onde lei nenhuma é capaz de te afastar!

Domingo, 24 de Maio de 2009

O menor espaço apreciável de tempo

Quando as palavras ficaram por serem ditas, e os olhares por serem cruzados, transformaram-me em arrependida. Arrependida da pior espécie, que se torna assim por pura e simples escolha. Escolhi não dizer, escolhi não olhar. Não encarar teus olhos frente aos meus, para não descobrir o que eles possam vir a revelar. Mas foi então, que aprendi o valor do segundo, e agora, quero repetir momentos. Fazer melhor. Abrir bem os olhos, para te ver profundo, escolher bem as palavras para acariciar teus ouvidos. Agora eu quero. Não vou hesitar. Não vou implorar misericórdia ao passado, ele é caso a parte, ele se basta e é besta. Imploro a você, que sei que não se basta, e vai aceitar meu pedido de recomeçar aquele instante!

Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Muito além...

Será só um encaixe perfeito dos detalhes? Partes simétricas que se unem em um todo agradável? É um sorriso cor de nuvem? É um olho cor de céu? A palheta das cores necessariamente tem que ser assim: fixa? Será mesmo tão singular, fechada para pluralidade? Que rigorosa seleção é essa? Responde-me Beleza, será mesmo que você é tão constante?

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Será (mesmo) que passa?

Se fosse mesmo tão fácil escrever sobre a saudade, já teria meu livro publicado. Vivo reclamando que não tenho inspiração, mas assim que ela chega me falta alguma coisa. Eu diria a capacidade, mas eu tenho o código. Diria vontade, mas isso me resta. Falta saber o que é isso. Só saudade? Só? Com certeza não. Eu sei o que é mas nego. Nego porque quero negar. É tão mais fácil passar a borracha do que imaginar, tão mais cômodo tentar esquecer do que tentar te conquistar. Não dói tanto quanto errar, mas acabo me privando de te amar.
Por enquanto, o destino evita o encontro, e sigo eu aproveitando o samba da espera...

Domingo, 19 de Abril de 2009

Desabafo

A dor de cabeça me impede de expressar tudo que está aqui dentro. Que força para sair, mas nada cabe nas palavras. Quando estou em frente ao meu desafio, acreditando que estou pronta para enfrentá-lo, ele consegue me surpreender, muito mais do que eu imaginava.
De fato, nunca fui muito confiante em mim mesma no que diz respeito a provas e testes, sempre estive ansiosa nos minutos prévios... Por isso, além de resolver os problemas de física, ler os textos de português, entender os experimentos de biologia, vivo tentando vencer a mim mesma. O meu próprio desespero.
Na hora em que as letras embaralham, e não importa quantas vezes eu leia uma frase, nada é absorvido. Respiro, peço calma. Sigo em frente. Mesmo que errante, sigo em frente. Sempre tentando, nem sempre conseguindo, mas batalhando. Cada conselho de quem já passou por uma vida de pré-vestibulando, para mim, vale ouro. Alguns até me dão gás para explodir, acreditar em mim mesma e continuar seguindo... Eu queria ter certeza de onde sou capaz de chegar, mas não tenho, e ninguém tem. São hipóteses, pesquisas, rankings, percentuais que por mais que estejam ali, comprovados pela matemática, na maioria das vezes só me assusta. Eu sempre disse que a vida é feita de fases, de diversas maneiras. No entanto, essa tem sido a mais atípica de todas até então. Uma mistura de medo, com vontade de experimentar. Uns picos de felicidade em que o sorriso é incontrolável, com quedas tristes acompanhadas de lágrimas inevitáveis... Ao final, espero pelo menos sentir orgulho de mim mesma, cessar o estresse e poder transformar tudo isso em mais uma daquelas lembranças de que nos orgulhamos de ter e que nos fazem ser, quem hoje somos.


Embalado por: Free Fallin' - Johm Mayer

Terça-feira, 31 de Março de 2009

No meu caminho

Veja bem! Da próxima vez que passar por mim na rua, vou lhe segurar pela mão, olhar no fundo dos seus olhos, esperar seu rosto fazer aquela expressão de quem não entende nada, respirar bem fundo e dizer tudo o que adiei.
Vou falar tudo. Tudo. Não precisarei de muitas frases. Poucos verbos bastarão. Sua face ficará confusa, e minha alma cheia de alívio.
Vou esperar que a mensagem penetre em cada parte do seu corpo enquanto aquele silêncio clichê de grandes revelações se sobrepõe ao barulho dos carros apressados. Você vai ficar sem palavras por não saber o que dizer, eu por ter esgotado as minhas.
Se você vai gostar do que eu direi? Cruza comigo na rua pra saber...


Ao som de: Bad Love - Eric Clapton

Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Registro de um pensamento...

Ah! Mas se o que o Chico disse, virar realidade... Se eu ficar no teu corpo feito tatuagem... Puder ir aonde você vai, estar onde você está.
Certamente, continuaria a te amar, mas não a me apaixonar...

Terça-feira, 24 de Março de 2009

À procura...

Como conseguir a inspiração? Eu escutava as músicas, e tudo fluía. Sinto-me mais mecânica a cada dia. A inspiração vem sofrida, as palavras não saem. Mesmo sendo a mesma distraída e desastrada de sempre, um dia já tive mais histórias para contar... Já fui mais crítica, já falei mais besteira.
Escrevo, apago. Escrevo, apago. Nada é bom. Nada é exatamente o que eu quero que seja. O teclado ajuda, se fosse no papel já teria desistido. Mas aqui estou, esperando por ela... E de repente, durante um banho, daqueles onde a alma que é lavada, ouvindo "Coração de Estudante", ela chega. Termino o banho. Me enxugo. Me visto. Já é tarde de mais...

Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Decisão

Está decidido! Deixem para eles! Deixem números, incógnitas, retas e curvas! Tudo isso deixem para eles! Os fenômenos, as forças e trabalhos são da conta deles! Agora vou viver num mundo à parte, de poucos e bons. Onde a força está nas letras. Todas unidas ou separadas. Com espaços, vírgulas, estrofes, ritmos... Onde não tem lógica, além daquela que eu mesma faço. Onde os resultados não precisam encaixar com nada. Não há nada tão pequeno que eu não possa ver, e nada tão grande que eu não possa sentir. Com muito respeito, vou pedir licença... Vou praticar minha poética.

Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

O que vem depois da mudança...

Já faz tanto tempo que não venho escrever nesse blog, que a falta de costume até me impede de transmitir alguns pensamentos. Mas a fase agora é de mudança, e quando isso acontece, ficamos cheios do que dizer, e com sentimentos aflorados. Nunca sabemos se é a hora certa para essa mudança, se estamos preparados. Outro dia desses, em uma aula de literatura, que digamos assim, faz parte dessa mudança toda, escutei aquele tipo de coisa que quando chega aos seus ouvidos, dá uma sensação de paralisia, de reflexão. Lá na frente do quadro, o professor fez uma grande metáfora. Nossa vida e o nosso nascimento. Quando nascemos, choramos sem saber o que está acontecendo, sentido o frio pela primeira vez na nossa pele, a luz pela primeira vez nos nossos olhos. Saímos de forma brusca do melhor lugar no mundo: a nossa mãe. Assim, choramos, berramos, porque aquilo tudo é novo, diferente, e machuca. Não sabemos como fazer aquilo parar de doer, de incomodar. Mas, vamos crescendo, e aprendendo as soluções para essas dores... O problema na mudança, é que nunca sabemos o que vem depois, e isso é que machuca. Até quem sabe, nos faz chorar... É a primeira vez que certas coisas acontecem, e não sabemos como reagir. Porém, assim como um bebê tem que crescer, nós adolescentes e adultos também temos. Vivemos, mudamos e aprendemos as curas que tanto precisamos.

Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

De olho na validade!

Á tarde, depois do almoço, sempre dá aquela vontade de saborear algum doce, um chocolate na maioria das vezes. Começa a procura nos armários, na geladeira, nos potes. E nada de doce. A vontade só parece aumentar, é uma necessidade do paladar de contrariar o salgado que já foi engolido, de “acomodar” toda a comida direitinho para depois o estômago fazer seu papel. E durante essa procura, sugeri abrir um ovo de chocolate da última Páscoa, guardado. Por incrível que pareça, ele ainda estava lá, intacto. Pronto pra ser devorado. Ao abri-lo e depois saboreá-lo eu comentei que nem era tão bom. Foi quando me falaram: “Claro, é da Páscoa!”. Foi aí que ficou explicado porque quando resolvemos aproveitar as coisas, tarde de mais, o que elas tem de bom às vezes já passou, e você ficou intacto, deixando escapar o seu sabor...


PS.: Ou será melhor deixar em banho Maria? Cru ou bem passado?

Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Já dizia a minha vózinha...

Imagine você bem no meio de uma ponte. Dos dois lados, duas margens, dois caminhos. Enquanto um diz que amanhã pode ser tarde de mais. O outro não lhe apressa, e diz que nunca é tarde de mais. E assim seguem os ditados nos rodeando, e nos guiando até decisões. A sabedoria popular é forte, mas pode ser falha. Ao mesmo tempo em que me diz para seguir rápido, sem pestanejar, não perder tempo, me diz também que sempre há tempo para recomeçar. No fim, os ditados são ditos e nada é feito. Será que agora o universo pode conspirar a favor de um dos lados? Ou alguém contou um conto e aumentou um ponto? Pra qual margem eu sigo?

Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

E agora?

Uma tarde na praia nem sempre é só uma tarde na praia. E em uma dessas tardes alguém me disse: “Saber o que quer e ir atrás” . Como é de costume, isso martelou na minha cabeça, e perguntei tanto pra mim como pra o dono da frase: “E se eu não souber o que eu quero?”. Já pensou nisso? O que fazer quando na verdade você nem sabe o que quer? Quando não há um ponto de partida... Aliás, nesses momentos em que essa sensação surge, ninguém, além de você é claro, consegue entender que realmente, de fato, sem mentira, verdadeiramente: você não sabe de nada. Não consegue fazer escolhas, não consegue decidir. Soa como uma desculpa para os outros, mas pra você é uma verdade cruel. Enfim, quando sabemos o que queremos, o próximo passo é seguir em frente, correr atrás, continuar a traçar suas escolhas e seus objetivos. Mas e com uma folha totalmente em branco, o que fazer? O que você faria?

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Se eu falasse de amor...

A minha cabeça diz pra eu escrever sobre um assunto, mas parece que minhas mãos não deixam. Seria bom escrever sobre o amor, seria muito bom dizer que amar é bom. Talvez, eu pudesse justificar o amor como sopros. Se eu falasse nesse texto sobre o amor, eu diria que o amor sopra durante nossa vida de maneiras bem diferentes e em tempos diferentes. Horas, o amor sopra com tanta força, que não somos capazes de suportar tanto ar. Outras horas, o amor nem se quer sopra, ou sopra de leve, como brisa. Se eu pudesse falar de amor nesse texto, eu diria que o sopro de amor nem sempre é alegre, nem sempre é triste, nem sempre existe. Se o amor fosse a pauta de uma descrição, eu diria que na maioria das vezes, o amor vem de um sopro de outro alguém. Como uma mãe que assopra os olhos do filho quando esses ficam inquietos com alguma poeira. O amor em sopro é como um suspiro de um casal andando de mão dadas, como um suspiro depois de um beijo roubado. É o alívio de ser correspondido, é o aperto no coração de não ter o olhar compreendido. E depois, se eu falasse de amor, eu encerraria, dizendo que o amor é o ar que suspiramos...

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Do meu tempo de cegueira...

A mentira é um tipo de cegueira, e talvez uma das piores. Ainda mais quando vem de alguém que se ama e que se depositava tanta confiança, e como é ruim quando descobrimos que durante muito tempo vivemos cegos. Enquanto todos enxergavam tão bem, os nossos olhos tomados por mentiras não permitiam ver o que o mundo queria mostrar, e nós insistíamos em negar. Quando então, como um estalo, os olhos voltam ao normal, a verdade vem á tona, a venda é rasgada, e o choque contra luz se torna muito forte. A sensação de ter sido enganado vem conforme os olhos se acostumam com a claridade. Depois vem a indignação. Em alguns, vem a vontade de voltar a não enxergar, em outras a vontade de vingança, em outros nasce o aprendizado. Assim, depois de muito tempo sem enxergar, as cores voltam a reluzir e o trauma com a claridade, o choque que antes ardia, agora fortalece sem que nos dêem colírio algum... Descobrimos que é possível enxergarmos com nossos próprios olhos.

Vivemos esperando...

Um dia desses, eu acordei, sentei no canto da cama e buscando forças para levantar eu reparei na caixa de um jogo que tinha em frente a mim. Muita gente já deve ter jogado, o Jogo da Vida. Mas não foi bem isso que me chamou a atenção ás seis horas da manhã... No canto da caixa, vinha um slogan bem empolgante: “Viva a emoção de viver!”. Aquilo ficou na minha cabeça...

Há momentos na vida, que realmente precisamos ser empolgados para viver, mas isso não deveria ser uma regra. Na verdade, como diria Rogério Flausino, nós vivemos esperando dias melhores. Ao invés de fazê-los. Vivemos postergando prazeres, e o mais confuso é que “logicamente” quando queremos ou desejamos alguma coisa, nós deveríamos buscá-la. Porém, é tão comum, querermos, desejarmos e esquecermos. E continuamos a viver esperando...

Quem sabe, se pudéssemos viver alguns dias apenas como algum animal, por exemplo, o cachorro. Quase todo mundo que já teve um cachorro ou conviveu com um, sabe que quando ele quer alguma coisa, não há impedimentos. A não ser que nós, os donos, demos a ele. Mas, no entanto, ele mesmo não se evita de ir buscar a bolinha, não se evita de pedir um carinho, não se evita de pegar a comida em cima da mesa e assim por diante. Não dá pra saber o que o cachorro pensa, mas talvez ele seja assim porque viva através das emoções, realmente. Talvez, ele seja assim porque não tem medo de seguir os instintos e as intuições. Enquanto, nós, vivemos esperando... Enquanto não descobrirmos realmente que é na emoção que encontramos a razão. É na emoção que encontramos a razão DO VIVER. Mas enquanto isso, vivemos esperando...

Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

Tcharam!

O que você sabe de surpresas? Qual foi a última vez que você surpreendeu alguém? E de rotina? Qual foi o último “ato rotineiro” que você fez? Essa é mais fácil responder, não é mesmo? Mas não deveria... Por mais que todos os dias fossem dias de surpresas, não existiria surpresa rotineira. Surpresa nunca é a mesma, se não, não é surpresa. Rotina é sempre a mesma, se não, não é rotina. Quem sabe a magia que falta na vida é a surpresa que falta a cada dia. Um abraço mais forte, um sorriso, um beijo, uma ligação, um bombom! Surpreenda quem gosta de você. Ás vezes, ter medo de coisas nova é uma segurança que criamos para nós mesmos, quando na verdade nunca precisamos dela, um segurança desnecessária. Quando tiver a idéia: faça! Quando quiser inovar: inove! Quando quiser surpreender: Surpresa!

Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

In, deci, ou são?

Indecisão se fosse bom, seria virtude. Indecisão se fosse bom, o mundo seria uma inércia completa. Mas não é bom, e o mundo continua a girar e girar, até onde eu sei. Indecisões então se tornam as pedrinhas nos caminhos, a coceira que não passa. Irrita por tê-la e irrita não tê-la. Sem escolhas não há indecisão. Sem escolhas não há liberdade. Conseqüentemente, como mais um na vida, a indecisão é um mal necessário. Que nos faz ter que decidir que final dar ao final.

Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

Nãããão!

São aquelas horas assustadoras que você não tem nada pra fazer (mas é claro que tem) vai ao computador esperando um conforto do Orkut. E ele está em MANUTENÇÃO!

Doce e Amargo Amor...

Qual o problema com o sexo oposto? Será tão difícil assim um entendimento? Tudo bem que nem sempre é possível ler a mente do outro, mas e a tal leitura corporal? Nada? E a voz? Será tão difícil perceber que o certo a fazer pra se agradar é tão simples. Não há dinheiro que compre, nada disso é necessário. Apenas um esforço verdadeiro de fazer o outro se sentir melhor. Fazer aquilo que gostaria que fizesse para você. Tão fácil, porém ridiculamente tão difícil. Um dia tudo cansa, todos cansam, e entender o outro e se fazer entender não será mais necessário. Se a vida fosse um pouquinho mais complicada talvez nem estivéssemos aqui. Os casais simplesmente não se relacionariam. Ou não. Talvez também seja a sina de todo apaixonado e apaixonada passar pelo que passa. Talvez assim tenha a graça. Mas do que vale amar sem ser amado? Do que vale tentar? Vale tentar? Quem arrisca alguma posta? Alguém explica o amor pra mim?

Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

Grandes!

Grandes exércitos caem. Grandes líderes erram o caminho. Grandes jogos são perdidos nos últimos segundos. Grandes amores acabam. Grandes especialistas cometem equívocos. Grandes religiosos são negados. Grandes profetas caem por terra. Grandes médicos falham. Grandes navios afundam. Grandes florestas queimam. Grandes talentos se perdem. Grandes prédios desabam. Grandes tristezas passam. Grandes palavras se esquecem. Grandes vidas terminam. Mas não deixam de ser Grandes...



Inspiração: Stop Crying Your Heart Out e o dia de hoje!

Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Cursinho BEM intensivo!

Quem está no clima de vestibular, chegada ao mercado de trabalho e tem que ter a cabeça focada no futuro sabe como é importante saber falar uma segunda língua. Não dá pra negar, por mais que às vezes seja ruim, que agora é necessária uma outra língua, já não basta mais a da sua pátria. Mas tudo bem até aí, é de se conformar e aprender. Porém o estranho é como esquecemos de aprender a “língua da natureza”. Uma língua quase morta, bem calada. O que mais se ouve dela são os gritos de desespero e de alerta. Que na maioria das vezes passam despercebidos. Talvez se entendêssemos o que a natureza tem pra dizer perceberíamos mais facilmente que não é ela que precisa sobreviver, e sim nós, a humanidade. Porque no final, a natureza tem nela, poder suficiente pra se erguer, como já fez outras vezes e é capaz de fazer novamente. Só que a humanidade... A doce humanidade... A amarga humanidade... Essa vai ter que procurar um cursinho intensivo urgentemente! Não bastam mais os noticiários, os ativistas, as catástrofes, as mortes. Nesse caso não há Google que traduza, nem legenda amarela ofuscante. Não há gramática, não há professor. Não há mímica, não há braile. Está tudo visível, só basta entender...

Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Cegueira branca?

Quando não há inspiração, onde você busca? Uma música? Uma paisagem? Uma foto talvez? Sem problemas se a resposta não veio tão rápido. Afinal é estranho como às vezes temos tudo, mas não temos nada. A vida é cheia de inspirações. Uma escondidas e outras tão visíveis, na ponta do nariz, de deixar qualquer um vesgo. Mas aí depende dos olhos enxergarem, mas eles não enxergam.Cegueira? Não, eles não querem enxergar.

Mas e se fosse possível parar no tempo? Sentar no chão, cruzar as pernas, apoiar o rosto sobre a mão, e ficar ali, analisando, só pensando... Parado no tempo fica fácil perceber as inspirações! Os sorrisos que nos sorriem todos os dias, mas muitas vezes esquecemos de retribuir. As vozes que todos os dias repetem quase a mesma coisa, mas que sem elas os dias seriam bem diferentes. Talvez até sem graça.

Porém, lembra que ele não para? Pois é, enquanto se tentar buscar as inspirações, o tempo não para e continua a passar, e junto com ele todas as inspirações que fomos incapazes de enxergar. Na hora de reclamar da falta de inspiração, não xingue seu dia, o mau tempo, a briga com o namorado, sua amiga, seus pais... Assim como o tempo e as inspirações, todos eles vão passar e quem não abriu os olhos foi você...

Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Conclusões, fases e um pouco do óbvio

Sabe aquela velha conclusão de que no final vamos lembrar e rir das coisas que já passaram? Às vezes pode não ser bem assim. O bom seria se fosse. Mas com tudo existem outras conclusões tão ou mais valiosas quanto esta. Uma delas, talvez tão repetitiva quanto a outra, porém que é muito difícil de aceitar, é de que a vida é feita mesmo pra se viver. Óbvio? Sim, era pra ser. Afinal, viver também significa sofrer e aprender com o sofrimento. Que pode não servir pra rir no futuro, mas vai ajudar nas escolhas e nos tornar mais fortes e experientes. E durante a vida, aprendemos que ninguém nasceu pra sofrer, mas é necessário como tantas outras coisas na vida. Eu acredito que a vida é feita de fases, das menores e momentâneas até vida toda por si mesma. Fases de horas, de dias, de meses, de eternamente. Que sejam fases, mas que sejam aprendizados. Que nos façam ser pessoas melhores e que no fim rindo ou não vamos lembrar e nos orgulhar de nossas vidas. Olhando pra trás e podendo dizer: Eu vivi.

Inspiração: Next To You - Jordin Sparks

Domingo, 18 de Maio de 2008

As ramificações da vida

Essa semana foi “movimentada”, mas não no melhor sentido da palavra.
Ontem, mais ou menos ás onze da manhã eu estava no hospital, mais uma vez. Já que não foi o suficiente ter ido semana passada depois do meu tropeço no cinema que me custou uma contusão no braço direito. É foi no cinema. Pode acreditar.
Então, estava eu no hospital mais uma vez, só que ontem por outro motivo. Dor de garganta. Muita dor de garganta, que refletia em uma dor de ouvido também insuportável. Depois de um longo tempo de espera, o médico da emergência me examinou. Abri a boca e a primeira coisa que ele falou foi: “Tá horrível!”. A partir daí mais que dolorida, estava assustada. Minha mãe desconfiada pediu pra examinar também. Pronto, a expressão no rosto dela já era suficiente para eu imaginar a visão que eles tiveram. Eu sou assim com essas coisas de doença, sempre imagino o pior. Pois então, fiquei no soro lá no hospital. Recebendo alguns remédios pela veia. Até a enfermeira achar minha veia foi um custo como sempre. Aí eu já estava assustada, e dolorida duplicadamente.
Na sala comigo estavam também um casal (ambos com dengue), um senhor com a esposa e um jovem muito irritado de estar sentado, esperando as gotinhas do soro pingarem, e a minha mãe. Que, aliás, é uma santa. Sempre vai comigo ao hospital. De repente entra por uma porta um médico ou enfermeiro e diz: “Emergência! Trauma!”. Uma enfermeira, se não me engano chamada Maria das Dores (um nome bem sugestivo não acham?) que estava atendendo o senhor com a esposa, disse: “Deixa que eu vou!”. O senhor que estava sendo atendido, perguntou: “Você gosta de atender trauma?” Ela: “Sim!”. E riu. Eu, com minha dor, não me prestei a entender muita coisa, só escutava.
Passou-se um tempo, a minha dor era igual, o soro do casal com dengue estava no final e entrou outra enfermeira e perguntou: “O que houve lá no trauma?”. Uma terceira respondeu que não sabia. A outra insistiu e perguntou: “Teve alta celestial?”. “Aham”. E continuou: “Nossa, me livrei dessa!”. Fiquei pensando o que era alta celestial. Pensei. E resolvi perguntar para minha mãe: “Mãe, o que é alta celestial?”. Minha mãe olhou com uma cara triste pra mim: “Morreu”. Naquele momento muita coisa passou pela minha cabeça. Não sei como, mas comecei a lembrar da quarta-feira.
Eu tinha ido a uma visita a UFRJ. Assisti várias palestras sobre diversas profissões. Entre elas direito, comunicação, astronomia, nutrição... (Não que eu me interesse por todas, mas achei legal conferir algumas, como astronomia). E disse pra minha mãe que estava muito em dúvida entre direito e comunicação e não sabia o que fazer. A gente conversou sobre aquilo. Ela sempre atenciosa. Explicando-me o que era cada cargo do direito. Foi aí que eu disse: “Entranho como a vida das pessoas toma rumos tão diferentes, né? Quero dizer, até então estamos todos no ensino médio, depois parece que tudo se ramifica”.Minha mãe concordou e disse: “É. Cada um tem um lugar onde gosta de estar. Esse pessoal gosta de estar aqui no hospital. Atendendo e lidando com pessoas”.
Aquilo ficou martelando na minha cabeça. E cheguei a várias conclusões. Não lembro da maioria. Mas sei que é assim mesmo que as coisas são. Uns querem abrir corpos, curar doenças e salvar vidas. Outros gostam de analisar as estrelas e fazer cálculos de física. Ainda tem o grupo da natureza, os que querem lidar com os animais. Outros com a terra, com o computador, com alunos, com livros, com leis, com átomos e alimentos... A dúvida para onde se ramificar, que caminho seguir, se imaginar no futuro, é tudo muito difícil, mas seria pior se tudo fosse tão igual. Se todos tivessem as mesmas funções.
O bom (ou ruim) é que as possibilidades são tantas hoje em dia, que podemos disser que é mais fácil elas se encaixarem a nós do que nós a elas.
Depois de tantas reflexões, o remédio e o soro já tinham acabado de pingar. Eu pude ir embora. Fiquei na calçada do hospital esperando meu pai chegar para nos buscar, nisso a família da pessoa que tinha morrido estava atrás de nós. Mais uma vez pensei em muita coisa. E ao mesmo tempo agradecia a Deus, porque comigo era só dor de garganta. Meu pai chegou, fomos pra casa. Almocei sopa. O dia continuou bem. A dor já está bem menor, mas continuo assustada. Só que dessa vez não com o diagnóstico do médico. Com o futuro.
Inspiração: Precisa?

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Máquina, Tecnologia e o homem...


Primeira Revolução Industrial, Segunda Revolução Industrial, Terceira Revolução Industrial, Quarta, Quinta... E assim vai! Bem diferentes de dias de semanas, essas revoluções são mais do que 24 horas decisivas no rumo da humanidade. Processos de longos anos que marcam o passado e modificam um tanto do futuro! Quem nunca pensou um dia que os filme futuristas pudessem virar realidade? Que as máquinas substituíssem os homens e assim os dominassem? Eu já. Admito. Afinal o tempo passa, mas parece que a tecnologia corre mais rápido que o relógio. Ou ela que é assim mesmo, veloz. Os homens com suas mentes criam, recriam e transformam praticamente tudo hoje em dia.

São novidades que enriquecem as agências de publicidades, colorem os intervalos nas televisões, cobrem prédios e fachadas de grandes centros urbanos com cartazes gigantes, entopem os e-mails e assim por diante. No fim, todos tiram algum beneficio da nova criação eletrônica do momento. Que pode ser desde celulares ultramodernos á máquinas de fatiar cebolas.

Porém pairam algumas questões: Serão REALMENTE necessários? Esses objetos tão cobiçados são as soluções paras as necessidades que nós mesmos inventamos? Ou necessidades que estavam ocultas até alguém inventar a solução? Mas não se preocupe, se você não puder responder. Eu entro no Google, acho a resposta, e te mando um e-mail através do meu celular!

Inspiração: Aulas de Geografia, História, momentos de ócio na frente do computador.
PS.: O que acharam da "nova cara" do blog?

Beijos especiais para a Stephanie, Marina e Raiana:
- Gurias! A gente não se fala a um tempinho né? Mas eu amo muito vocês! Saudades...

Domingo, 4 de Maio de 2008

(?)

Como saber a hora certa de agir? A hora certa de calar-se? Seria melhor agir por impulso ou analisar bem as situações e pensar duas vezes? Nesses casos é que aparece um grande vício (ou virtude) que eu tenho: pedir ajudar, pedir opinião. “E você? O que faria? Gostou? O que acha?”, tipicamente meu. Mas chegam momentos na vida que a única pessoa que pode responder essas perguntas somos nós mesmos. E isso por mais repetitivo que seja, parece (repito, parece) não ter sentido. Mas tem. Se tem!
Naqueles momentos em que todas as pessoas podem ser questionadas, mas nenhuma resposta que elas darão se encaixará com a sua, seja ela qual for. É claro que certas pessoas têm o dom de clarear nossas idéias, e de nos aconselhar da maneira certa. Mas no final, só quem pode decidir é você. Ligar ou não ligar, deixar passar ou correr atrás, falar ou calar, escolher um ou escolher outro. Encarar tudo como aprendizado e superação é a melhor opção. Ou não. O que você acha?


PS.: Não consegui escolher um titúlo!
Inspiração: "Save Me" - Hanson & Meu domingo...

Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Analisando da janela

Pronto, vim escrever sobre isso. Juro que não me deixava, já que em tudo que se olha se vê e se fala deste assunto, eu queria fazer daqui diferente. Mas não deu. Vou falar logo!

Dia 30, um domingo. Nós três no quarto do meu irmão. Eu apoiada na janela do oitavo andar, meu pai ao lado usando o computador. Ele me avisa como sempre que não se deve apoiar daquela maneira na janela. Eu escuto, como sempre. Mas talvez ainda não tenha “absorvido” aquela idéia. Afinal, uma janela é simplesmente uma janela. Certo? Não. Foi quando ele me chamou e me mostrou, em um site de noticias, a seguinte manchete: “Criança de 5 anos morre ao cair de prédio em SP”. É, meu pai tinha razão. “Não, mas essa foi jogada!” Disse o meu pai.
E assim está o Brasil, perplexo da criança jogada da janela. Por quem ela foi jogada? Ela se jogou? Isso não fica por minha conta. São tantas as pessoas envolvidas nesse caso que talvez os meus questionamentos venham só a atrapalhar. Só que nem todo mundo percebe isso. Faz disso tudo uma novelinha a se acompanhar todo dia logo depois da “Duas Caras”. É triste.
Outros confundem tudo isso com um plebiscito. Achando que tem direito de voto. Direito de acusar culpados e inocentes. Isso não é novela! É vida REAL! Isso não é plebiscito! É trabalho do Governo! Que por sinal, está indo muito bem. Pelo menos é o que a mídia nos passa. “Epa! Mídia! Ah é... Mídia...” Outra que se confunde nos papéis. Informar ou entreter? Porque uma grade de programação só sobre a pobre Isabella, na minha opinião passar a entreter e não a informar. Repete-se metade das informações e sua cabeça vendo aquilo parece mais um “mini tribunal” a julgar e condenar.
Tudo bem que provas não faltam para que se culpem os pais da menina. Mas isso para nós, mero telespectadores, que nada tem a ver com a história, nos basta apenas como informação. Não somos nós os encarregados a julgar. Não são os nossos cartazes ou nosso gritos que vão colocá-los atrás das grades ou livrá-los da cadeia. Nos cabe só assistir e lamentar pela vida tão nova e inocente que se foi. E julgarmos se nós, em nossas vidas estamos assim tão corretos pra colocarmos o dedo na cara do outro e dizer: FOI VOCÊ!

Inspiração: Se - Djavan & Essas três semanas de Isabella.

Sábado, 19 de Abril de 2008

Só imaginando...

A pressão constante do vestibular em geral, que vem de todas as partes que nos rodeiam pode ter um lado divertido. O de imaginar. Vejo minhas fotos antigas, e não imaginava o hoje, quer dizer, imaginava só um pouquinho. Mas tenho a impressão de que, conforme se vive, a noção do que nos espera aumenta e isso vem acontecendo. Tanto que consigo me imaginar daqui alguns anos, daqui a vários anos. Depois que eu passar no vestibular (porque é claro: EU VOU PASSAR!) o que será de mim? Algumas coisas eu tenho quase certeza, outras desejo, outras são apenas nuances do que pode vir a se tornar a minha vida. Eu imagino algo bom, muito bom. E se Deus quiser e eu também eu vou conseguir! E é tanta vontade que nasce em mim de colocar essa imaginação em prática, que eu pularia várias fases. Mas não seria bom. O gostinho da conquista não seria o mesmo. E talvez perdesse experiências fundamentais para que tudo o que eu imagino se tornasse “realmente real”. Então, enquanto não acontece, eu fico só imaginando...
Inspiração: Visita á Puc & Rise Up - Yves Larock

Sábado, 5 de Abril de 2008

Para ser alguém melhor!

É triste ver a quantidade de erros que cometemos. O pior não é nem ver estes erros e sim percebê-los, porém só depois de fazer alguém sofrer. Além da culpa por ter errado vem a culpa pelo sofrimento que você causou. Quando estamos muito acomodados em nossos postos e seguimos julgando e dando opiniões corremos o risco de fazerem o mesmo conosco. Porque no fundo é simples só apontar e nunca ser apontado. Aí vemos defeitos em tudo menos em nós mesmos. Corremos o sério risco de nos tornarmos hipócritas e por aí vai...
O que os outros pensam parece banal, e queremos provar de tal maneira que estamos certos (por mais que estejamos de verdade) que acabamos às vezes “pisando” nas pessoas que tanto nos amam. É preciso árduas mudanças quando se quer deixar de ser assim. E não é fácil. Afinal, quem não conhece um “empaca-vida” chamado: Orgulho! Só que nessa batalha interna, o justo seria a Humildade ter a vitória e o orgulho acabar por exilado. Porque depois tudo passa, mas os frutos que o orgulho pode deixar são as pragas que nos seguirão, quem sabe, pra sempre! E os frutos da humildade são as certezas de que você foi alguém melhor... Então, não custa tentar!
Inspiração: Kiss The Girl

Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Argumentos e mistérios...

Aqui estou eu para mais um relato nostálgico. Não me perguntem porque, mas ultimamente tenho pensado muito sobre como tudo já foi, como tudo era...

Mas então, devido alguns conflitos que acontecem, que estão “sendo” eu lembrei novamente da minha infância. Quando eu assistia às novelas, via as pessoas discutindo, uma não deixava a outra completar o que a outra ia disser, parecia que cada um falava uma língua diferente, e eu ficava realmente impressionada. Porque achava tudo aquilo uma besteira já que eu pensava: “Nossa! Mas para quê tudo isso? E tão fácil parar, sentar e explicar direitinho o que está acontecendo! Parece que ninguém enxerga que não se precisar brigar pra expor opiniões! É tão fácil conversar!”. É, mas eu disse certo: Eu pensava assim...

Hoje percebo como aquelas cenas de novelas são tão idênticas a realidade. Parece que quanto mais se cresce, quando mais se passam os anos, mais as cordas se embolam. Que nesse caso somos nós, as pessoas! Nos últimos anos eu tenho conhecido muita gente diferente de mim, mas não é pouco, é bastante gente diferente. E maior que isso são as diferenças. Às vezes me assusto, mas às vezes acho normal, penso que deve ser isso que chamam de amadurecimento. Porém com todas essas diferenças conflitos existem. Assim como na novela. Mas nesse caso o texto não é decorado e nenhuma mágoa acaba com o “Corta!” de um certo Diretor. É tudo real, e devemos saber lidar com isso. Porque conflitos envolvem pessoas que assim como você, tem sentimentos e opiniões que fazem sentido dentro de suas cabeças. E aí que mora o perigo.

Saber o que se passa na cabeça de alguém. Conseguir compreender que o errado na sua percepção é o certo para o outro. Saber qual vai ser a resposta para o que você disse. Saber o que o outro pensa enquanto você fala o que acha. É tudo um grande mistério pra mim. Por isso também sinto que muitas vezes não consigo me fazer entender. Não sei se porque falo rápido de mais, ou se realmente um pensamento diferente não entra num espaço onde já habita outro. O que eu tiro de bom disso? Aprendizado. Saber argumentar e se fazer entender é um desafio tão grande que muitas pessoas morrem sem nunca terem tentado. Eu tento todos os dias. Um pouco que seja, até comigo mesma, aqui no meu blog!


Inspirada por: ♫ Close Your Eyes - Westlife♫ & Conflitos do dia-a-dia...

Domingo, 30 de Março de 2008

O valor de um chocolate!

Algumas lembranças nos marcam tanto, principalmente aqueles ditos “flashs” que são piores que tatuagem, não há laser que apague! E assim foram durante muito tempo na minha infância as Páscoas que eu vivi! Naquele tempo chocolate valia mais, ou eu que dava mais valor. Lembro-me que eu achava os ovos de Páscoa e abria sorrisos, saia gritando pela casa dizendo que tinha achado um ovo e o coelhinho por ali tinha passado. Hoje percebo que minha mãe também ria comigo, mas um riso diferente do meu. Aquele riso de quem dá quando admira uma inocência, de quem sabe das verdades nuas e cruas desse mundo, mas quer aproveitar um segundo de fantasia no rosto de alguém, que assim como eu, não imaginava que tudo aquilo era “de faz de conta”. Um riso que hoje em dia eu dou quando minhas primas falam do Papai Noel. Enquanto minha mãe me admirava, eu admirava o ovo todo embalado, colorido e brilhoso. Lembro que a minha mãe sempre falava: “Só vai abrir depois na Páscoa!” E aquilo fazia com que o chocolate por mais simples que fosse adquirisse um valor inestimável. Não trocaria nem uma moeda que fosse por aquilo. E olha que moedas em mãos de crianças são como ações em alta! Lembro até hoje do meu ovo de “Quik” que depois virou “Nesquik” e que acho que hoje nem existe mais. Aliás, tanta coisa hoje não existe mais. Na Páscoa deste ano ganhei quatro ovos, e nenhum deles tive que procurar, caçar as pegadinhas, encontrar. Não que eu não goste dos ovos que eu ganhei. Eu gostei, só que agora ao invés de comer imaginando a cena do coelhinho deixando aquele ovo pra mim, eu o como com culpa. Com medo de engordar, de ganhar espinhas e por aí vai... O chocolate acaba e nada fica. Provavelmente não irei lembrar deles daqui a uns dez anos, como lembrei daqueles que minha mãe escondia. A embalagem virou só uma proteção pro chocolate não derreter e o brilho se ofusca com os preços. Não sei se gostaria de continuar procurando pelos ovinhos, mas queira que o chocolate valesse mais em minhas mãos. Queria comer sorrindo ao invés de comer olhando pra televisão pensando nas calorias. Talvez agora seja a hora em que se concretiza aquela outra frase da minha mãe (que provavelmente repetirei pros meus filhos): “Aproveita filha! Aproveita a infância que ela passa e você vai querer voltar!” E eu inocente dizia: “Que nada mãe! Quero ser adulta que nem você!” É... Pelo menos ainda espero a Páscoa para abrir os ovos...

São as águas de março fechando o verão, e a promessa de vida no meu coração...

Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Crês na vida?

A polêmica assusta, porque gera inúmeras divergências, mas assim como tantos outros problemas em nossas vidas, é preciso encará-la e tomar posição. Assim acontece atualmente no Brasil quando o assunto é aborto. Muitas opiniões aparecem, discursos políticos, religiosos e até mesmo jurídicos circulam por toda mídia. Mas nem todos ainda têm uma opinião formada ou entendem realmente o que se passa. O aborto na maioria das vezes é um desejo que nasce da mulher, ou seja, materno, de não ter aquela criança. E por isso induz a perda do embrião em desenvolvimento. Isso é proibido no país atual, por mais que as penas nem sempre sejam cumpridas. Porém além de recorrer ao aborto ilegal para aliviar na maioria das vezes a angústia criada por si mesma (exceto em casos de estupros), recorrem porque o governo é fraco.

Já é mania do brasileiro e em geral da espécie humana falar o ditado “melhor prevenir do que remediar” da boca pra fora. Porque o aborto pra mãe é o remédio, pra criança é a morte. Para mãe é a doença, para a criança é ter seu direito à vida violado. E a prevenção? Nem se quer se faz presente. Seria correto nesse caso utilizar outro ditado popular: “cortar o mau pela raiz”. Mas já que falta orientação sexual nas escolas e apoio da saúde pública, a raiz cresce, desenvolve, dá frutos e é cortada. Não com uma serra elétrica, mas sim por tubos de aspiração, raspagens de útero, comprimidos, forças brutais. É possível então, deixar que milhares de vidas acabem de maneira tão amarga e triste? Pode parecer fácil falar, quando não se é a grávida angustiada. Que tem em suas mãos, talvez a maior escolha de sua vida. Que pode ou não levar ela mais tarde uma depressão profunda, seguida muitas vezes de suicídio (como é comum em países europeus onde o aborto é legalizado). Até porque não estamos na mesma situação que ela.

Porém agora é a hora de encarar as conseqüências e perceber que ali nasce mais uma Vida com v maiúsculo. Que é burrice alegar que um embrião seja parte do corpo da mulher, quando nem o sangue e nem o dna são os mesmos. Que a criança que nasce indesejada se tornará um ladrão quando nem a chance de provar o contrário e de viver ela terá. As principais religiões seguidas no Brasil (Católica, Evangélica e Espírita) condenam o aborto porque concordam de que a vida está presente desde a concepção e alguns estudiosos cogitam a hipótese de que assim como nos Estados Unidos venha a se formar no Brasil um mercado de partes de fetos, caso seja legalizado.

Mas no fundo nem um argumento faz sentido se não tivermos em nós o sentimento vivo de amor pelo próximo. Porque o tendo não seríamos capazes de dizer sim para o assassinato de vidas inocentes, que nada têm a ver com o meio do qual foram gerados. Orfanatos e pessoas a procura de quem dar amor estão por toda parte, basta a nós a escolha de defender ou não a vida.


Inspirada por: Matéria da revista Época (Editora Globo) de 16 de Abril de 2007.

Sexta-feira, 21 de Março de 2008

Cada fase...

As lembranças vêm como se recém estivessem acontecido... No final da minha 3ª série do Ensino Fundamental, mais precisamente no ano de 2001. Lembro-me que eu e minha turma estávamos decepcionadas quando ficamos sabendo que a partir da 4ª série os alunos não mais podiam usar a pracinha do colégio! Lugar de tanta diversão e brincadeira! Eu, rebelde que sempre fui, ou ao menos quis ser, tive lá minhas idéias de fazer um protesto, um abaixo assinado (que, aliás, já fiz, só que por outro motivo...), uma rebelião. O que quer que seja para que não deixassem os balanços e gangorras fora de nosso alcance!

Infelizmente não deu nada certo, o ano acabou, as férias passaram e lá estávamos na 4ª série. Aqueles primeiros dias de aulas, não nos deixavam nem pensar em pracinha, já que eram tantas novidades para se contar, vários reencontros, e professores novos! Era tudo novidade! Diferente! Agora, nós sabíamos que deveríamos ser mais responsáveis, porque era esse o primeiro ano de matérias dividas. Um caderno pra cada coisa, um horário pra cada aula e mais de uma personalidade diferente pra chamar atenção lá na frente do quadro negro!

Tudo foi se ajeitando, se “rotinando”, até que um dia sentada no pátio, em um dos banquinhos coloridos que lá tinham, eu olhei para aquela pracinha, cheia de areia e cor e lembrei que um dia já a quis como nunca. Mas agora era também diferente, bastava olhá-la para me satisfazer. Não eram necessárias idas e vindas no balanço para que eu abrisse um sorriso no rosto. Agora outras coisas me faziam sorrir: uma boa nota, um menino, uma roupa nova, uma tarde com as amigas.

E assim foi indo... A pracinha foi ficando, novas crianças ali se divertiam, e eu guardo só saudades boas. Agora entendo quando dizem que cada fase é uma fase. Os interesses sempre mudarão, mas as lembranças fazem parte de uma só fase: a vida!

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Ideologia: NÃO quero uma pra viver!

Perdoe-me Cazuza, mas desta não posso concordar! Talvez nem precise descordar, porque no fundo sempre achei ironia o que ele cantava com tanta força! Mas se é ou não, agora não sei. O que sei é que estou no caminho oposto de quem procura essa tal idéia pra se viver!

Tomei consciência do que é a ideologia e julguei melhor não tê-la. É claro, muitos dirão que eu tenho a ideologia de “não ter uma”. Mas não, não é bem assim... A ideologia, conforme o dicionário é um (...) sistema organizado e fechado de idéias que serve de base (...). Ou seja, não há porque duvidar que ideologia são pensamentos parciais. E porque? Porque quem formular uma ideologia, vai formular o que lhe convém. Exemplificando: existiria na ideologia antiga de um burguês a possibilidade de se arrecadar lucro para a monarquia? Não, é claro. Pois então, a visão é dividida aos interesses e não a realidade, como deveria ser. Porque o burguês quando formulou a sua pensou em si, e não nele e na monarquia, nem nos servos e muito menos nos escravos.

Além do que a ideologia só existe se o pensamento for comum, ou seja, mais de uma pessoa pensar daquela maneira. Se não, deixa de ser ideologia e passar a ser ou seu pensamento próprio. E sendo um pensamento comum, generaliza e excluí. E ainda pode ser facilmente manipulado. O que é pior: forma seres alienados!

Sendo assim, decidi por mim mesma não seguir nada pré-escrito e refletir por mim mesma, ser livre para pensar o que eu quiser pensar, julgar como eu achar melhor e assim formar minha consciência e não copiar. Nada pessoal contra os ideológicos, mas Cazuza já morreu, o tempo não parou e muitas das ideologias passaram. E a moda agora é pensar com a própria mente!


Inspiração: Dever de Filosofia e ♫ Eric Clapton - Change the world/Heavens Door ♫

PS.: Não foi minha intenção ofender ninguém ok? Porque gosto muito de Cazuza também, e adimiro quem pensa diferente de mim, melhor assim do que pensar nada, não é?

Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

Prevendo uma saudade...

De repente começam a vir cenas. Na sua imaginação. De momentos que ainda não foram vividos e nem se quer sabe se serão vividos. Vêm de tudo. Você começa a se imaginar com tantos anos, com tais experiências, em devidos lugares.

Calma, não é tudo tão confuso quanto parece. Pra simplificar: é como se você lembrasse de lembranças que ainda não aconteceram. Mas aí, vêm também umas saudades ainda inexistentes, muito fortes. No meu caso eu imaginei a minha juventude daqui a diante. E me imaginei depois de jovem, sentindo falta dessa vida mágica. Porque ser jovem é isso: magia. Não que as outras fases da vida não sejam. Mas essa em especial tem tudo pra ser mais ainda. É tudo tão aflorado. Tudo tão mal pensado e elaborado, que acredito que seja a fase mais natural, depois da “fetal”, digamos assim... Em que as coisas acontecem mais naquela filosofia de “deixar rolar”.

Porque é um turbilhão de mudanças, acontecimentos e o pior (ou melhor): sentimentos. Tem fase mais confusa pra isso? A juventude é onde tudo é lindo. O que faz mal atraí, e o que faz bem também. Você está no intermediário mais cobiçado no mundo: SER JOVEM! Ter muito já o que contar, mas ainda ter tanto pra viver, e contar depois! Você tem um misto de sensações, já se sente velho, mas tem sempre aquele conforto de que mais coisas virão.

Quem nunca viu alguém que já passou dessa fase, contando seus casos e acasos com os olhinhos brilhando de emoção? Isso é mais uma prova de que juventude não é qualquer coisa. Juventude é algo “tipo assim” que já dá saudade sem mesmo ainda ter passado...


Insipiração:
Inspiração: Minha noite de ontem e ♫ Babado Novo - E Mesmo Que A Lua Vá... ♫

Domingo, 3 de Fevereiro de 2008

Em que tempo você vive?

Futuro.

Sim! A maioria das pessoas responderia: presente. Porque realmente é ali que vivem ou porque querem esconder a verdadeira resposta com uma falsa personalidade de “carpe diem”. E eu resolvi ser sincera. Não significa que eu não sei viver o presente, não aproveito a vida, ou não sou feliz. Porque isso é o que muitos pensariam de alguém que diz viver no futuro.

Além de ser de *aquário, um signo de muitos vanguardistas, é porque simplesmente um pedaço da minha personalidade está sempre buscando o que virá. Refletindo sobre o que possa acontecer. Se armando para os imprevistos. Eu concordo que se prender ao que ainda não aconteceu causa sim muitas ansiedades, que geralmente não fazem bem. Aliás, fazem engordar! Mas não acredito estar errada. Ninguém disse que o certo era o presente ou passado. Afinal, quem disse que está certo? Quem disse que está errado? Tudo bem, que não devemos nos preocupar com o dia de amanhã, porque o amanhã a Deus pertence. Mas é que dentro de mim existe uma pequena fábrica de planos e desejos, nem sempre controláveis, então eu acabo pensando bastante no amanhã. Porém quando eu percebo que as coisas já estão escapando do controle, e pensar no futuro já não está me fazendo bem eu sempre repito: “Que seja feita Tua vontade!”. Isso me acalma e pelo menos pra mim, trás a impressão de que tudo vai dar certo. Talvez nada disso faça sentido para você, mas se é assim que me sinto mais a vontade pra viver, é assim que vou ser. Se é assim que minha essência pede que seja: que seja!


Mas e você: em que tempo vive?


Inspiração: Meu banho e ♫ Natasha Bedingfield - These Words/ Soulmate ♫

* Não sei se Horóscopo é realmente verdade ou não, mas eu só citei porque de verdade as definições que já li sobre aquário sempre encaixam muito comigo.


_______________________________________________________

Agradecimentos á Marina do blog Teimosa Opinião, pelos selos que ela me indicou. Os quais são: Este blog vale a pena conferir; Eu tenho um blog de Elite e The Spreader Of Love. Na realidade, não sei bem pra que servem, mas resolvi aceitar e também passar para dois blogs que eu gosto:

Nove do Quinto
Chorando na Chuva

Peguem as imagens, quando eu colocar, ali ao lado.
Beijos

Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

A culpa é do pão?

Certa vez, mais especificamente no café da manhã do hotel, um indivíduo serviu no buffet uma fatia de pão de forma com salsicha e molho e foi até a mesa se sentar para comer o que tinha servido. Chegando lá, na hora de levar aquela fatia de pão "recheada" até a boca, a fatia se quebrou ao meio, e causou a maior lambança! Feito isso, adivinhe as palavras ditas logo após: - Ai! Esse pão é que é muito ruim!
.Adivinhou? Se não ou se sim, não foi nenhuma surpresa pra você o que ele disse não é mesmo? Afinal é o que você e mais milhões de pessoas diriam... (Se você não diria, perdão) Mas para mim foi uma surpresa. Pensei em tanta coisa naquele momento que vim parar aqui, escrevendo... Pense bem, antes de tudo, antes de reclamar, será que a culpa realmente foi do pão? Quer dizer, falando assim parece idiota essa pergunta, mas mais idiota é achar que não foi a quantidade de salsicha e molho que fez acontecer o que aconteceu. Isso pode continuar parecendo uma discussão sem fundamentos, porém perceba que isso se reflete e muito nas nossas vidas!
.Estamos tão acostumados em errarmos e acharmos culpados inocentes! E o pior, ainda reclamamos desses inocentes que nada tem a ver com a história, sendo quem seja: um pão, uma parede, um ser humano... Mas jamais assumimos a culpa e dizemos: - Poxa, isso porque coloquei salsicha demais! Da próxima dou uma moderada!
.Além do que, o pão não ter aguentado a quantidade de salsicha pode ser também porque o padeiro na ocasião que estava fazendo o pão pensou: "Vou fazer macio para que todos comam com vontade e prazer!". Mas será que enxergamos isso? Ou vimos apenas um lado do caleidoscópio? Por que isso é sim um caleidoscópio. Com diversas visões, ruins, boas, péssimas e ótimas. Mas acabamos sempre optando pelos lados ruins até péssimos. Então, está na hora de perceber que o problema nem sempre está no pão ou na salsicha! O problema está em você! E isso, acho difícil de o padeiro resolver...
ps.: Não reparem se esse texto não ficou muito bom ou se eu não consegui trasmitir muito o que quis dizer é porque eu estou um pouco preocupada, porque acabei de ficar sabendo de um caso de febre amarela, registrado pertinho da cidade que estou agora, passando férias... Só que eu não tenho a vacina! Entenderam a preocupação? Pois é...
Inspiração: Meu café da manhã de hoje!

Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Quando desaba...

Eu sei guardar o choro. Mas não faça isso. Você vai se machucar muito mais. A dor vai se tornar mais ardente, o choro inacabável, as lágrimas mais molhadas, mais densas... É preciso força pra buscar o ar. Tudo piora... Deixar pra chorar depois, acaba comigo. Definitivamente. Meu orgulho que não me deixa chorar quando era pra ser, é como o feitiço indo contra o feiticeiro. E esse sou eu. O feiticeiro. Que acha que pode transformar as lágrimas engolidas em força. Que ao invés dos cabelos de Sansão, o que fortifica é o que não espreme, o que não sai, o que não escorre... E aí, pra piorar um pouco mais, vem o arrependimento de não ter chorado naquela hora. Aquela era a hora. Chore enquanto pode! Não chore! Se deixe chorar...

Inspirada por: ♫ Oasis - Stop Crying Your Heart Out


Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Bem Acompanhada...

Algo inanimado seria capaz de dar vida? Porque eu acredito que o meu travesseiro faz isso... E talvez eu não seja a única. É incrível como quando eu deito minha cabeça sobre ele, o poder dele aparece.

Ele faz nascer pensamentos, idéias, sugestões e além de vários tipos de sentimentos... Nossa! Quanta vida se passa ali. Num amontoado de espuma e algodão, e quem dirá: penas.

Por um lado, é tudo culpa dele. Porque é quando vem o repouso que as movimentações param. Que as luzes se apagam, e que os sons tendem a baixar e aí relaxamos. Esse é o processo de reprodução da “prole do travesseiro”.

É assim que ele dá a vida. E cria uma agitação interna paralela a calmaria externa. Poderoso esse travesseiro, não é? Mas além de dar vida, ele abre portas. Abre portas, para o sono! E assim por diante para os sonhos!

É... Acabei de descobrir que não durmo sozinha na minha cama de solteiro.





Inspirada por: ♫ Madonna - Don't Tell Me ♫

Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

Passou... E agora?

.Certa vez me disseram que o passado é um caminho, que se desintegra logo atrás de nós. Na hora fez sentido, soou bonito ao ouvidos... Mas e se for assim? Se desintegra mesmo? Será que por causa disso a única coisa que temos do passado são lembranças? Será que é por isso que quem vive de passado (normalmente) se corrói gradualmente e acaba não vivendo os novos caminhos? Ou seja, se desintegra junto. Mas e se não for assim? E se o passado ficar intacto, porém intocável? Já que o passado é o que nos sustenta para o futuro, seria estranho que a base se desintegrasse, não é mesmo? Do que é o teto, sem as pilastras? Mas então, o passado passa a ser concreto? Concreto é chato! É cinza, é sem vida! Aí também não dá! Mas afinal, o que é passado?

Isso fica pra 2007...



Inspirada por: ♫ Ponto de Ebulição - Não Vá Tão Longe ♫ recomendo...

http://bandasdegaragem.uol.com.br/radio/v2/index.php?acao=cd&id=14036




Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

O Papai Noel adoeceu... E e a gente entristeceu

Enquanto fico aqui deitada, sobre a cama, só me remexendo entre os travesseiros e apertando os botões do controle remoto da televisão, sinto minha garganta arranhar, cada vez que tento engolir alguma coisa. Estou com febre e para quem fica parado em repouso, o que não falta são pensamentos. Nesta situação, incomoda um tanto e até dói falar. Então fico monossilábica. Comecei a pensar “e se outras pessoas estivessem como eu estou agora?” E já que a publicidade na televisão não nos deixa esquecer em que época estamos, o papai Noel me rodeia e foi nele em quem eu pensei. E se o papai Noel ficasse assim: doente no natal? De cama, em completo repouso? Seria uma catástrofe. Pior que derreter os ovos de chocolate da Páscoa, é ficar sem papai Noel no Natal. Seria uma tristeza só. Provavelmente muitos iriam ficar sem sentido algum no Natal. Afinal, Natal é sinônimo de presente... As crianças estão em uma situação passável. É normal que elas se desapontem. Entendê-las nesse caso não é difícil. São inocentes. Mas nós... Nós sem o papai Noel... Sem a árvore, sem as lusinhas, sem as meias, sem o peru, sem o vermelho com o verde... O que seria de nós? Eu faço uma idéia. Além de ficarmos deprimidos, procuraríamos, mais uma vez, outra coisa para que a nossa felicidade dependa.



Inspirada por: ♫ Norah Jones - Don't Know Why

Uma negligência nada salutar

Será que é normal que eu me sinta tão triste? Eu vejo o mundo, vejo as pessoas e ás vezes acho que não me encaixo nesse mundo. E eu tenho tanta vontade de mudar tanta coisa. Se eu tivesse meu mundo, a Natureza não seria tratada assim, do modo que está sendo... Com o descaso dos seres ditos racionais. Sendo assim, a pobre Natureza, pura e inocente, não seguiria nossos maus exemplos, e se tornaria num caos, com tragédias climáticas, catástrofes naturais. Por que no fundo, a Natureza só faz o que uma criança faria. E a coitada segue a educação que a nossa cultura humana tem. Aquela que diz que mesmo com um lixo a um metro de você, é mais prático e irreverente jogar no chão. Quem acredita que a Natureza só está se vingando através de enchentes, furacões, tsunamis, ventanias, ondas de calor... Pra mim está muito enganado. Me responde: como algo tão belo, tão puro e divino poderia ter um sentimento de vingança? Que eu só vejo germinar no ser humano. Tá aí, outra coisa que no meu mundo não teria, a vingança. Só gera guerras e mais vingança. E as guerras só existem porque o poder encanta o faro do bicho homem. Encanta e hipnotiza, o que é pior. O que nós repetimos quando estamos hipnotizados? Não seria: “Dinheiro! Dinheiro! Dinheiro!”? Que, aliás, veja: trás PODER! E novamente, o faro do poder... Mas ninguém consegue entender que a busca a qualquer custo do poder só nos fará afundar em um buraco escuro, só que antes disso vamos acabar com a natureza... É! Aquela pura e inocente... E depois acabaremos uns com os outros, sem piedade. Não sei você, mas alguma coisa (não sei o que) me diz, que isso já acontece! Estranho né? Mas, no entanto eu seria uma completa hipócrita se falasse tudo o que eu falei, postasse aqui, virasse as costas e nada fizesse. Por isso, eu assumo que faço muito pouco ainda para que as coisas não piorem. E pensando bem não é muito honrado da minha parte e nem ético sair daqui e criar outro mundo. Eu seria egoísta não é mesmo? Então tá! Fica combinado: toda vez que eu tiver vontade de deixar vocês aqui, e ir pro meu mundo, eu vou lembrar que é aqui que eu tenho agir e ajudar. Agora eu juro que não vou abandonar vocês, e nem a natureza, ok? Mas com uma condição, você promete me ajudar também?

Sábado, 15 de Dezembro de 2007

O Gosto Pelos Gostos

Coisas em comum são bem legais de achar, não é mesmo? Afinal, para achá-las só com a convivência ou uma boa conversa. Não é o máximo quando você descobre que aquela pessoa também gosta da música que aquela sua banda preferida toca? Ou do filme, que tem a cena que marcou a vida de vocês dois, de diferentes maneiras? São tantas hipóteses de coisas em comum, que sem medo, dá pra dizer que jamais alguém vai conseguir achar todas as coisas em comum possíveis entre sequer um casal. Aliás, casais são casos a parte. Parecem que já conhecem tudo que têm em comum, e melhor ainda: o que não têm. Mas nada como o tempo, pra mostrar que não é bem assim. Que cada dia é aprendizado. Seria essa a melhor moral da história dos casais no mundo? Não, não a melhor. Mas entre as melhores, com toda certeza!

E é estranho como na era das cópias, o ser humano que busca tanto a individualidade, quero dizer, algo que o torne cada vez mais único, quando descobre algo em comum, acha bom! Nos sentimos bem! Então, quer dizer que ser tão único assim, nem sempre é tão bom assim... Certo? Mesmo sendo legal compartilhar coisas únicas, juntar experiências, para mim, é mais agradável e pode se tornar muito mais divertido! E pra quem tem medo de ficar sem assunto, ter experiências e gostos parecidos faz render assunto, e não intimida ninguém, porque assim uma pessoa só não “comanda” a conversa! Entende? É mais solidário o negócio... Enfim, podermos ser únicos, mas assuma: nós temos uma coisa em comum! O gosto pelos gostos em comum!


Inspirada por: ♫ Cássia Eller - No Recreio

Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007

Poesiar

.Num dia assim, chuvoso na cidade do Rio de Janeiro, onde o que me separa de ir para rua é o tempo, para não ficar mais doente, dá uma vontade muito grande de começar a escrever. Mas não escrever qualquer coisa... Escrever poesia! Os versos mais lindos. Que toquem nas almas mais profundas e que expresse o que sentimento de alguns talvez não consiga. É, eu realmente sonho alto e tenho ambição. Porque para isso tudo, falta o dom. Mais conhecido como talento. Dom é só um nome mais divino de talento, pra ficar mais “chic” ou até para que soe melhor. Mas é melhor parar de falar ‘leigamente’ sobre dom e talento. O dicionário saberia falar:

Dom - s. m.,

presente, dádiva; dotes naturais;

fig., mérito, merecimento; privilégio; poder; faculdade; condão, aptidão.

Talento - fig.,

grande inteligência;

aptidão notável; engenho; agudeza de espírito; habilidade; pessoa talentosa.




.Tá, ‘denotativamente’ falando tem diferença. Mas que seja! Pra mim não tem! E continuando de onde parei, esses dois me faltam pra poesia. Assim, digamos que já escrevi algumas, já me arrisquei e foi bom. Muito bom. Mas confesso que guardo ainda medo de tentar. Vergonha também. Poesia é vitrine de sentimentos. Onde se expõem de uma maneira nobre os sentimentos. Então, se quando eu for fazer uma poesia, e eu estiver com vontade de me atirar de um prédio? Vou acabar expondo isso de graça e passarei de louca, depressiva e suicida na cabeça de quem lê. E esse é o problema. Provavelmente os melhores (e nem sempre maiores) poetas que existiram, na minha opinião, são aqueles que expuseram MESMO os sentimentos na hora de “poesiar”. Sem medo e vergonha do que pensariam, de como seriam julgados. Só assim eles alcançaram o que eu não consigo. Ainda. Porque o ano está acabando e não duvide que “poesiar” sem pudores, esteja na minha listinha de metas para o ano que nasce. Pode ser que eu não tenha o dom, ou o talento. Mas é preciso tentar e arriscar, e mesmo que eu não tenha o dom, no meu caso, eu CRIO!



Inspirada por: ♫ Cássia Eller - Por Enquanto/Todo amor que houver nessa vida

Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Em uma linha do tempo, estou no meio, olho para trás e tento exergar a frente.

.Como é de praxe, um balanceamento, um fechamento, uma retrospectiva do ano que passou: 2007. Antes de tudo é necessário deixar claro que foi o ano mais rápido de toda minha vida. Sim, mesmo tendo vivido 15 anos ainda (porém, hoje em dia, conseguir viver 15 ano está virando vitória). Não sei se porque adiantaram os relógios, não sei se porque vivi mais momentos intensos, já que são neles que esquecemos que o tempo existe e acabamos não percebendo ele passar! Mas enfim, passou, e passou muito rápido. Sem melhores comparações: como um piscar de olhos!

.Eu sempre brincava com algumas amigas de ‘tentar’ marcar o tempo. Era mais ou menos assim: a gente dava um soquinho com as mãos, e combinava de dar outro soquinho depois de um certo tempo. Era mais para sentir a sensação, do tempo que tinha passado. Se você conseguiu entender mais ou menos como funcionava essa maluquice de soquinhos, saberá as surpresas que nós sempre tínhamos ao dar o segundo soquinho. Nossas conclusões na maioria das vezes eram de que definitivamente o tempo era ave. E das mais velozes, com vôos imperceptíveis a nós, meros humanos. Incapazes de controlá-la.
.Sendo assim, relato, antes de qualquer coisa, minha experiência mais fulminante com o tempo. Agora sim, me sinto bem ao dizer que nesse ano, iniciado em uma segunda-feira, normalmente um dia não muito agradável, foi um tanto quanto diferente! Sendo isso, bom ou ruim!
.Individualizando, amadureci, conquistei novas coisas, sofri como nunca antes, mais também sorri por novatos motivos, por lindos motivos. Derramei muitas lágrimas (só não sei se mais que quando era bebê de colo.). Chorei mais em filmes. Assisti a mais filmes. Fui mais ao cinema. Fui mais ao cinema acompanhada com ótimas companhias. Me deixei aproximar muitos mais da praia, tanto que hoje, escrevo doente, provavelmente por insolação. Emagreci. Engordei. Engordei mais um pouco. Tirei notas horríveis. E notas merecidas de grandes elogios. Gritei com alguns. Briguei, discuti, subi ao palco e falei o que queria! Pedi perdão. Arrependi-me. Escrevi carta. Viajei. Dancei até não agüentar mais. Aliás, lembro que 2007 foi meu primeiro ano sem o meu apêndice. O que me lembra também, que esse ano não internei no hospital, mas fui ao hospital.
.Fiz 15 anos! Tive minha festa de 15 anos! Conheci gente nova. Gente diferente da minha gente.Vi paisagens lindas. Vi cenas horríveis. Não li muitos livros. Realizei meu blog e meus textos. Fui ao teatro. Fui a muitos shows, de estilos diferentes. Fui a ópera. Tremi e rezei ao viajar de avião. Suspirei e agradeci a Deus por terra firme. Ganhei experiências, vendo os outros, e vivendo também. Conheci a angustia com outra cara. Vi a falsidade e falta de caráter muito nítida em belos (falsos) sorrisos. Senti-me em ninho de cobras. Senti-me no céu. Ingressei e desisti da academia. Rendi-me a comida. Pequei. Fui gulosa. Fui vaidosa. Avarenta e preguiçosa. Amei. Amei muito!
.Matei. Matei saudade, matei sede, matei calor. Aproveitei. E alguns momentos eu deixei passar. Mas na maioria, aproveitei. Infelizmente, não estou completa, e nem sei se um dia irei estar.
.Mas senti falta em 2007 de algo que tive em 2005. Outro ano marcante na minha vida. O projeto de voluntariado do meu ex-colégio. Ser solidária com os outros um pouquinho a cada semana, me fazia tão bem. Eu tinha uma felicidade tão plena e não sabia. Mas como retrospectiva sem promessas pro ano seguinte ficam sem graça, aqui fica minha promessa. Talvez não muito inovadora nem diferente, mas verdadeira como nunca: fazer mais gente feliz antes de me fazer feliz! Porque nada do que eu viver valerá sem isso... E porque, eu não sei de você, mas a minha felicidade está em fazer você feliz!



Inspirada por: ♫ Santana Feat. Chad Kroeger – Into The Night ♫

Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Não são os outros que a possuem!

.A sina de todo ser humano, é conseguir achar a felicidade em si mesmo. É tão difícil, que muitos morrem sem nunca ter tentado. É fácil entender porque: é cômodo viver dos momentos de alegria, e dizer que eles são a felicidade. Mas engana-se quem pensa assim!
Momentos passam, acabam, morrem, ficam só nas lembranças, até as fotos que podem guardar um pouco da essência do que foi, não duram eternamente. E quem viver só de lembranças, nem momentos de alegrias terá. Por isso, buscar a felicidade em si mesmo faz tanto a diferença na hora de fazer sua vida valer a pena REALMENTE!


.Veja por exemplo, quando simplesmente jogamos a razão de nossa felicidade em pessoas (como nós). Que erro! Que grande erro! TODOS, sem exeção são imperfeitos! Um dia erram, outro acertam, e assim vai ... E quando colocamos a razão de nossa felicidade nesses imperfeitos, o que acaba é que grande decepções estarão por vir! E vem. Inevitavelmente. Sem hesitar. Mesmo se pensar assim for pessimismo, é uma pena, pois é a verdade, pura, nua e crua, que dói, mas continua sendo verdade. Não há como negar. Quem nunca decepcionou alguém? Quem nunca foi decepcionado? E ai? Depois disso... Você foi tentar superar isso buscando sua felicidade em outra coisa, que não depende de você... E o que acontece? Provavelmente outra decepção ou o fim do êxtase de ALEGRIA DE MOMENTO. Porque a felicidade, ela não estava ali, ela sempre esteve DENTRO de você, esperando pra ser achada, pra ser cuidada, pra ser conquistada... Mas assim é a humanidade, sempre dependente, sempre carente, sem perceber que você mesmo pode mudar, pode se fazer feliz. Sem que ninguém te deixe pra baixo ou derrotado. Porque ninguém vai ter esse poder, você vai ter esse poder! Sendo assim, ninguém vai alterar e trocar NADA. VOCÊ será dono de suas sensações e desejos. Não há quem desapontar, nem retribuir. É VOCÊ COM VOCÊ MESMO. Basta.



.Já experimentou ajudar alguém que realmente precise SEM ESPERAR NADA em troca? Garanto, faz bem, e é um dos caminhos mais recomendáveis para se achar a felicidade em VOCÊ mesmo. Porque te deixa bem, satisfeito, e ainda abre sorrisos nos rostos do outros... Assim o ser humano pode dizer que é feliz. Porque ajudar os outros a serem felizes sem desejar NADA em troca é difícil (até porque o homem por natureza é ambicioso e cria tantas expectativas tolas).

Enfim, você se lembra da dificuldade de achar a felicidade em si mesmo? Pois é... É essa... Mas e agora? Você é capaz de ter felicidade sem depender de alguém para trazê-la? Pense nisso...



PS.: Fiz esse texto, faz um tempo, e já tinha postando em meu fotolog (desatualizado). Mas agora postei aqui, a pedidos! (:

Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

Nada se cria, tudo se aprimora!

.Muitas vezes paro pra pensar, se é possível inventar, mais do que já inventaram! E esse assunto chegou, hoje mesmo, em uma conversa entre amigos meus. Chegamos a conclusão de que atualmente, hoje, 21/11/2007, nada se inventa, tudo se aprimora. Isso mesmo. Somente aprimora. Pense em exemplos. O celular: ninguém inventou o celular com câmera, ele é só um celular aprimorado, certo? E se por exemplo, existir um carro que voe. Não foi inventado, foi um carro aprimorado. Entende?

.Bom, mas também chegamos a outra conclusão: a fase que vivemos no mundo, nada se inventa, tudo se copia ou aprimora, porém, uma fase de novas invenções, com certeza está por vir! Não sabemos quando, mas sabemos que virá. Como nós sabemos? Simples. O ser humano depende de inventar. E se pensar lógica e historicamente, isso irá acontecer, provavelmente. Mas por enquanto, tudo é aprimoramento. Palavra chave essa...

.Enfim, chegamos a outras conclusão, mais complexas, como por exemplo, nós um dia, provavelmente seremos denominados algo como: homosapiens primata, ou primitivo, ou “burro”. Porque chegamos a isso? Ah, isso já é assunto de outro relato.



Inspirada por: ☺Jéssica de Moncada Assis & Lucas Eloy☺

Consciência Negra?


.O mundo que já foi Pangéia, hoje é uma enorme divisão. Em uma época de tantas confusões, onde o que mais perece, e mais se necessita, é a união da Humanidade. Sem hipocrisias, é bom procurar saber de onde nasce essa divisão tão forte. Quase que certamente, enraizada um pouco em cada povo, em cada cultura, está a questão das raças. Por mais que soe normal algumas pessoas já mostraram como dizer Raças (ou Racismo) talvez esteja errado. Seguindo a linha de pensamento, de que somos todos seres humanos, somos então de uma única raça: a humana. E o que há no fundo, são etnias. E nada mais. Apenas origens. Então, atualmente procuro falar preconceito a racismo. Porém há ainda muito que discutir, sobre essa questão, digamos assim, “etimológica das palavras” (então, usarei o termo racismo, por motivos de convenção.).

.Mas afinal, o Brasil, é ou não um país racista? Pelo meu ponto de vista, atual, que já foi muito diferente antigamente, acredito que não. Porque vendo por um lado institucional, não há no Brasil de hoje, leis em funcionamento que separem direitos, para negros ou para brancos, e quais cores suas peles tiverem. Perante a lei, somos todos iguais e com mesmo direitos. Porém, existem projetos como os de cotas em universidades e entre outros. Além, de leis que tornam o racismo, ato criminoso. O racismo no Brasil é crime inafiançável e que pode até mesmo dar cadeia.

.Mas não há como negar, que o Brasil é um país de racistas. É impossível dizer diferente. Miscigenado e totalmente misturado, nossa pátria não tem origens únicas. O que gera inúmeras discussões. E acaba criando em muitos, um sentimento de rejeição a uma determinada raça (etnia). Por fim, o racismo no Brasil, foge de uma questão legal ou institucional, para a social e quem dirá cultural. É muito mais, uma questão da cabeça e opinião de cada um.

.O que o governo e os meios de comunicação em geral têm a fazer num país como o nosso, é não motivar esse sentimento. E repreendê-lo. Representando negros, índios, pardos, de maneira justa. Na educação por exemplo, não aprendemos absolutamente nada sobre a África e a sua tão importante e influente história. Porque, os programas escolares “etnocentrizam “ as nações européias? Ou por acaso, o povo Africano não influiu em nada para a nação brasileira? Porque até hoje nenhuma novela teve como núcleo principal, uma família negra? Porque nenhuma princesa de histórias infantis é negra? Porque a raça negra é tão ligada a pobreza e vice-e-versa? Tudo isso, são perguntas, que um povo como o brasileiro, em pleno desenvolvimento não pode deixar de se perguntar. Porque não adianta evoluir na economia, se somos um país atolado pelo racismo. Racismo esse, que empacou e empaca o Brasil em muitas coisas. Vendo que o Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão. Caso que deveria nos envergonhar por completo.

.Enfim, todos (e eu me incluo por inteira nisso) devemos rever nossos valores, e nossas atitudes em relação ao outro. Porque preconceito seja qual for, é cruel e ultrapassado. E nem um país um dia merecerá o titulo de desenvolvido enquanto o racismo reinar nas nossas mentes e ações. Que infelizmente, reina.

Inspirada por: ♫ Fugees - Ready Or Not/ Fugees - Ready Or Not Techo / Bob Marley – No Woman No Cry

◘ Happy Hour/ GNT – 20/11/2007 (O Brasil é um país racista?)

PS.: “etnocentrizam “ – Sim, eu criei essa palavra! Derivada de ‘etnocentrismo’. Acontece que eu não achei outro modo melhor de falar.

PS2.: Eu ainda preciso rever muito os meus valores e ação em relação a isso, e assumo, sem hipocrisia.

Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

Analisando o que eu não analisei...

.O que mais difere o ser humano, ou pelo menos em boa parte, são as percepções individuais. Isso seria, o que cada um pensa, e o jeito como cada um vê alguma coisa. É estranho, como um assunto, pode virar centenas de opiniões para cem pessoas. Experimente, jogar uma palavra no ar, e pedir para que façam um pequeno texto sobre essa palavra. Já imaginou a quantidade de coisa que será escrita? Já imaginou a quantidade de possibilidades de interpretações que nascerão? É quase que impossível que criem algo igual. E isso é óbvio para você que está lendo, eu sei. Mas é que me chamou a atenção, porque sempre que alguém faz um comentário com uma opinião ou visão diferente do que eu escrevi, eu fico chocada, meio que “perplexa mentalmente”. Penso: “Como eu pude não ter pensado nisso?”. Os comentários no blog têm essa vantagem, eu consigo ver por outros ângulos, o que eu mesma fiz. E isso sim é legal, mais do que somar números de comentários (até porque nem sempre eu tenho grandes números), é saber o que os outros pensaram sobre aquilo, e perceber que nem sempre é do jeito que a gente pensa. Então, cada ser humano que nasce, é uma nova percepção que surge/surgirá. Isso faz de um individuo, merecedor desse nome, individual.


Inspirada por: ♫ Cássia Eller - 1º de Julho/ Nando Reis & Cássia Eller - Relicário ♫



PS.: Provavelmente, se você comentar nesse texto, uma análise diferente vai surgir, e você vai causar em mim uma "perplexidade mental". Aproveite!


PS2.: Não estou postando mais, tão frequentemente, por está me faltando inspiração. Estou meio desmotivada. Se alguém tiver a solução...

Sábado, 10 de Novembro de 2007

Me Isolar

QUERIA TANTO IR PRA AQUELE LITORAL, TÃO INFINITO, PORÉM TÃO PEQUENO. PEQUENO, MAS IMENSO POR NÃO GUARDAR QUASE RASTRO DE NINGUÉM. ONDE O SOL NASCE E SE PÔE LINDAMENTE, ROTINEIRAMENTE. OS ÚNICOS DIÁLOGOS SÃO OS VENTOS QUE BATEM NAS ARVORES COM OS SONS DAS ONDAS CHEGANDO A AREIA. E EU ESTARIA ALI, VIVENDO O QUE EU NUNCA VIVI. PODENDO COMO NUNCA SER ISOLADA, SEM SE PREOCUPAR SE ALGUÉM POR MIM DARIA FALTA OU VIESSE ME ARTORDOAR COM PROBLEMAS E CHATEAÇÕES. NADA ALI NAQUELA AREIA SERIA INÚTIL. MEU TATO DA MINHA PELE DOURADA SENTIRIA CADA BRISA, E CADA GRÃO DA FINA AREIA. ALIMENTARIA-ME DO QUE EU CONSEGUISSE, ME ESQUENTARIA COM O CALOR DO SOL, E A NOITE COM A FOGUEIRA, VERIA O PÔR DO SOL E SEU NASCER A CADA DIA COMO UM SHOW, O MESMO ASTRO, PORÉM NUNCA A MESMA MÚSICA. SE ALGUM DIA A CHUVA VIESSE A CAIR, SERVIRIA PARA AJUDAR A PURIFICAR, NÃO SERIA UMA CHUVA FEIA, NEM QUE TODOS A CHINGASSEM, EU IA RECEBER ELA COM MAIOR AMOR DO MUNDO, JÁ QUE JÁ A TIVE DENTO DE MIM, ROLANDO SOBRE MEU ROSTO. MOLHARIA MEUS CABELOS E OS ENFEITARIA COM AS FLORES QUE EU MESMA PEGARIA, QUE A NATUREZA ME DARIA. NADA DE LETRAS, NADA DE NÚMEROS, NADA DE SINAIS E NEM MESMO PLACAS. EU, FILHOTE DA NATUREZA, SENDO CRIADA POR ELA MESMA. JÁ SATISFEITA, VOLTARIA PARA CÁ, ME DESILUDIRIA MAIS E MAIS, E DESEJARIA VOLTAR A MINHA ISOLAÇÃO PRA VIVER NOVAMENTE O QUE NUNCA VIVI.



Inspirada por: ♫ Caetano Veloso - Leãozinho ♫

Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Se as palavras e as letras não existissem, nada disso que você vê e lê agora existiria. Mas fica minha dúvida: o homem acharia outra forma de demonstrar e retirar seus sentimentos?



Inspirada por: ♫ Nenhum de Nós - Sobre o Tempo ♫

CicLo

É TANTA COISA QUE RODEIA E CAMINHA, MAS NO FUNDO PERAMBULA. PORQUE É SEM RUMO E SEM CHEGADA

UM POUCO DE ÓDIO, MAS NO FUNDO É RAIVA PORQUE UMA HORA PASSA. E O ÓDIO É PERMANENTE

VÁRIAS DÚVIDAS, MAS NO FUNDO SÃO MISTÉRIOS SEM RESPOSTA. PORQUE AS DÚVIDAS SE ESCLARECEM

ALGUMAS TRISTEZAS, MAS NO FUNDO SÃO SOFRIMENTOS, PORQUE SÃO OS QUE MAIS MARCAM E JAMAIS VÃO EMBORA

ALGUMAS PERVERSÕES, MAS NO FUNDO SÃO SIMPLES DESEJOS MAU INTERPRETADOS, E SÃO DESEJOS

ALGUMAS INVEJAS, MAS NO FUNDO SÃO A VISTA DO FRACASSO. QUE O TEMPO NÃO PODERÁ VOLTAR, PARA AJEITAR.

ALGUNS CARINHOS, MAS NO FUNDO É PURO E LEVE AMOR. O QUE SE ELEVA A TUDO ISSO, QUE SE TRANSFORMA EM CHEGADA, EM FINAL. QUE SE TRANSFORMA EM ETERNA PARTIDA.






Inspirada por: ♫ King of Pain - The Police ♫




Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

Sem vergonha de ser eclética

.Outro dia desses, o debate na sala de aula era sobre os grupinhos que a adolescência tem, como eles se formam e como cada um reagia a eles. Debatendo, debatendo, começamos a falar sobre “ser eclético”. Alguns falaram que eram, outros que não. Eu me considero eclética. E não acredito que isso seja idem a dizer que não tenho opinião! Pelo contrário. Por ser e me considerar eclética, acho que formo cada dia mais minhas opiniões. Já que não sigo uma linha APENAS de pensamento. Certo que eu tenho meus pensamentos mais fortes que podem seguir uma certa ideologia, mas é impossível que eu diga ainda, o que eu penso. Ainda estou pensando sobre o que eu penso. Aí é pedir de mais. Porém, o que eu não penso e o que não faz parte da minha opinião, eu já sei bem certinho! Porque como não me inibi de experimentar outras opiniões acabei descobrindo o que eu NÃO penso. Ou seja, ser eclética só me trouxe melhoras. E acho que é assim mesmo. Não acho que o mundo esteja do jeito que está por tantas pessoas se considerarem ecléticas. Pelo contrário, acho que o mundo está assim, por não termos ecléticos suficientes. Pela falta de ecléticos. Porque pra mim, ser eclética vai além da maneira de se vestir, da música que escuta ou das frases que se cita. É um eterno debater consigo mesmo. Discutir idéias e tirar conclusões dentro da sua própria personalidade. Evoluir. Porque eu quero formar a minha opinião. Não pegar nenhuma pronta. Porque eu quero questionar para que eu ache as respostas. E não já encontrar questões resolvidas por quem pensou por mim. Se eu seguir as respostas que já existem, para achar as minhas, é válido. Mas não pensar, é o problema. Eu penso muito sobre a minha personalidade. Constantemente. Assim como a modifico. Sem vergonha de dizer o que eu penso. Pelo menos, quando eu dizer que sou eclética, a certeza do plágio eu não vou ter. Graças a mim!

Inspirada por: ♫ Acústicos e Valvulados – Fim Da Tarde Com Você♫

Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

Erros Deturpados

. Tocava a música de fundo, uma bela música, daquelas que te carregam na melodia. Era em inglês. Letra simples e fácil de entender. As duas estavam cantando juntas. Até que chegou em uma parte, que uma delas cantou de um jeito, supostamente “certo”. Mas que não condizia com a verdadeira letra. Já a outra, cantou certo. Mas parou de cantar. No momento que a outra cantou errado. Mas ela não parou porque quis, parou porque achava que tinha errado a letra da música, e a outra é que estava certa.

. E foi assim, mais uma vez, mais uma história de gente parando pelos erros dos outros. Entenda como quiser esse “parar”. Mas o que se foca aqui são os tantos casos, de gente que acha que está errada, quando na verdade os outros é que erram. Digamos assim, que há hoje em dia tanta coisa errada na vida, mas mesmo assim tanta gente segue esse erro e acaba se enganando. Eu sei que isso abre um leque de diversas interpretações, mas pare e pense em algo politicamente errado que você faça agora. Se você deixar de fazer, provavelmente você será visto como o errado não é mesmo? E não é pra ser assim. Porque isso vem desde um conceito de ideologia e caráter de cada um.

. O que falta na verdade, é que esses conceitos se consolidem mais, e se tornem mais reais para quem os tem, ou seja, você. Então só assim, não importa o que digam ou façam, você não irá deixar de fazer algo só porque pode (quem sabe) estar errado. Você terá certeza de que aquilo que quer e sonha é bom, e é pra você. Te faz bem e te faz evoluir...

. Não deixe então de sonhar e viver, porque talvez você possa errar. Porque nem sempre você erra, mas o mundo (sociedade) faz uma maquiagem tão perfeita, que pode parecer errado e inaceitável. E se errar? Continue tentando acertar! Não há porque deixar de errar, se só assim se chegará ao acerto! Porém, mais uma vez eu repito: nem sempre você está errado no que faz.

Inspirada por: ♫ Diversas do Estúdio Coca-Cola (recomendo) ♫

Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

Noite Enfadada

Aquele tédio me dominava e alastrava. Os minutos nunca foram tão divagares como daquela vez. Eu fiquei um tanto quanto espantado. Não parecia com o meu mundo. Aquele em que o relógio era sempre o vencedor das corridas. Que mais se apressava. Ele parecia não fazer mais questão de passar. De se esgotar. E isso me deixava, mais entediado, é claro. Olhava para janela: aquela chuva feia, pingando gota por gota, como se acompanhasse o ritmo do tempo. A luz do pisca-pisca do carro da polícia invadia minha humilde sala, lotada de penumbras e sombras. Iluminava-me de vermelho e azul. Eu me olhava no espelho e não vida nada. Só luzes. Meu sofá branco, refletia as cores que então o pintavam. Nada era absorvido. E o tempo continuava, na sua longa jornada de correr os ponteiros. A chuva parecia já cansada de ser tão lerda. Mas não achava forças para enfurecer. Ninguém dava bola para chuva. O tempo chamava mais atenção. O rádio anunciava que o sol viria a brilhar. Mas eu não queria isso. Amanhecer? Pra que? Não queria ver meu rosto no espelho, não com a luz solar. Mas do que adiantava, o carro da policia já se ia. O tempo de patrulha deles parecia ser o mais rápido e apresado. E o meu? Meu tempo era um enorme preguiçoso, sempre indo na valsa. Foi quanto me senti ser engolido. Era o tempo que me mastigava brutalmente e o sofá que me engolia. Sentia-me digerido com a ajuda das almofadas. Eram como enzimas que aliviavam o meu tédio. E o sofá, o aumentava. Eu fui aceitando. O sofá me engolindo, o tempo valsando, as almofadas ajudando, e eu parado, na pura inércia de um ser humano. A luz do sol já podia se ver. Mas agora, não via mais meu rosto no espelho, não por falta de luzes, eu tinha sido engolido totalmente pelo meu sofá branco.



Inspirada por: ♫ Paciência – Lenine ♫

Diga X !


Hoje, 25 de Outubro, dia do dentista brasileiro e da saúde dentária nada melhor do que falar do sorriso. Do latim: subrisu, ele vem desde que o ser humano existe e evolui, a forma mais singela e nobre de expressar felicidade. Não importando apenas os dentes que se mostram entre os lábios, o sorriso é condutor de energia. Uma força da alma, positiva e que trás diversos benefícios para quem a possuí. O sorriso tem efeitos incalculáveis. Tem o poder de mudança até hoje não explicado. A quantidade de coisas que um sorriso pode mudar, também é incontável. Basta olhar para todo seu passado: quanta coisa se fez diferente por causa dele!

Muitos dizem que o sorriso é a riqueza que se doa sem se perder, e enriquece bastante quem o recebe. Além de embelezar quem quer que seja. Porque a mesma energia que ele carrega, ilumina e se faz refletir. Sorrisos são investimentos diários, que sempre dão certo. E independe de classe social ou renda. É de qualquer um, é de todos. É universal. Entendido por bebês a idosos. Nossa espécie tem o sorriso monopolizado, já que somos os únicos animais no planeta Terra a possuir essa dádiva.

Infelizmente, muitos não sabem o poder do sorriso, “desaprendem” ou deixam de sorrir por vários motivos. Os principais: depressão, pessimismo, mau humor... A saúde então, também é afetada, e muito. Pessoas bem humoradas e otimistas vivem mais e melhor. Já dizem várias pesquisas. E conseguimos ver isso nas pessoas que nos rodeiam. O sorriso evita problemas cardiovasculares e então aumenta a expectativa de vida. Dissipa sentimentos ruins, move diferentes músculos faciais, e pode até mesmo equivaler a exercícios físicos como a ginástica!

Até mesmo a alimentação interfere no ato de sorrir: frutas, azeite de oliva, folhas... São digamos assim “amigos do bom humor” porque liberam alguns hormônios lá e blá blá blá. Mas assim como existem os amigos, há os “inimigos” (de sempre, aliás): frituras, gorduras, carne vermelha... “É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que á ponta da espada”, já dizia William Shakespeare. Ele provavelmente não estava errado. Tudo fica mais fácil com a força de um sorriso bem dado. É contagioso, e pode parecer estranho mas é a solução de tantos problemas e dilemas.

Por isso tudo e muito mais, o sorriso deve ser lembrado e muito bem cultivado. Por ele ter essas funções múltiplas na vida de todos nós. Poder curar, confortar, acalmar, alegrar, embelezar, intensificar a vida.

Então escove seus dentes e saia por ai sem vergonha de sorrir e ser feliz!



Inspirada por: ♫ Cidade Negra – (Diversas) ♫


PS.: Eu sei que hoje é dia 26, mas eu fiz esse texto ontem, e postei hoje.

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

É big! É hora! É Onu!

Isso mesmo! Aniversário da Organização das Nações Unidas! Sessenta e dois anos! O mundo talvez fosse outro sem a ONU. Tão ruim quanto, ou tão bom. Depende do seu ponto de vista! Mas o que interessa é lembrarmos. Afinal, num mundo tão antitético aos objetivos da ONU, quando se existe um órgão como esse há de se comemorar! Mesmo que ainda não seja o suficiente! Porém aqui fica a questão: vale a pena as nações se unirem, se os seus inquilinos são tão separados entre si?

Inspirada por: ♫ Why Georgia – John Mayer ♫


PS.: Também aderindo a percepção "Mafalda"! A idéia subliminar da tirinha não significa que seja a minha opinião, certo? Mesmo se for. Ou não. É só porque bate com o assunto do post. Achei legal colocar então. Porque depois que a Júlia postou no blog dela eu pesquisei mais sobre a Mafalda, e achei tirinhas muito legais mesmo! E não há tirinha que acabe! São já 40 anos de vida da Mafalda! Meu conselho é que todos leiam!



Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Nesse exato momento, a minha vontade de escrever sobre música, música, música é tão tão grande. Mas a preguiça venceu, e é maior. Então fica pra próxima, e eu preciso achar a música apropriada para me inspirar para falar sobre m ú s i c a . Alguém tem uma dica de uma música BEM inspirante?

Um pouco de herói, covarde e rude


Como sempre foi, as minhas inspirações para escrever vêem com músicas. E dessa vez não foi diferente. Estava eu escutando a música: Mundo Jovem, da Negra Li. Eu na verdade não conheço muito o trabalho dela. Talvez essa seja a única música que eu tenho. E é muito boa por sinal. Um arranjo legal e uma letra bem pensada. Mas não foi sobre isso que eu vim escrever. É o seguinte, se você prestar atenção na letra dessa música, vai ver mais uma vez aquela velha história de que o futuro é do jovem, e então devemos cuidar dele. Tudo bem, até ai está certo. Mas dizer que o futuro é SÓ do jovem é simplesmente covardia e desapego dos não-jovens! Certo? Até porque, eu acredito que enquanto estivermos nesse mundo, e não partimos para qualquer outro que seja, algo aqui temos que fazer. E só porque somos muito velhos ou imaturos demais não significa que não temos nossa parcela nele. Ou seja: crianças, jovens, adultos e idosos o futuro é de vocês! São vocês que fazem acontecer ou não. Se hoje a natureza morre, é porque uma geração toda fez isso, e a seguinte vai pagar o pato? Sim. Infelizmente. Mas temos dois caminhos: ou continuamos colocando a solução dos problemas mundiais na próxima geração ou unimos as gerações e todos ajudam a resolver esses problemas. Sem importar quem cometeu. Muito utópico? Mas porque não? Afinal, pra frente é que se caminha. Então, cantarei junto com a Li: mude pelo bem! Não seja rude...

Obs.: O quadradinho alí de cima no texto, é a música, cliquem ali para escutar! É bem legal! Vale a pena! (:

Inspirada por: ♫ Mundo Jovem – Negra Li ♫

Negra Li - Mundo Jovem
Paul Ralphes/Negra Li

Ei Mundo Jovem
Mundo Jovem, Mundo Jovem
O futuro é de vocês
Ei Mundo Jovem
Mundo Jovem, Mundo Jovem
Vocês só tem viver
Ei Mundo Jovem
Mundo Jovem, Mundo Jovem
O Mundo é de vocês
Ei Mundo Jovem
Mundo Jovem, Mundo Jovem
Livre pra viver
 
Como pode o homem viver e esquecer o futuro?
Sabe que ele planta hoje amanhã os jovens que colherão
os frutos
Visam o poder, fama, lucro, dinheiro sujo. É inútil.
Sabedoria é bem melhor do que isso tudo. É o nosso
estudo.
Pra gente mudar o mundo é só estar junto. Não é pedir
muito.
Basta ceder um pouco, respeitar o outro, amarem todos,
ser justo.
Na lembrança a infância, inocência de criança é a
esperança.
É tempo de mudança, confiança. 
 
Mundo Jovem...[repete a primeira estrofe]
 
Homem de pouca fé reclamam daquilo, disso
Se sentem sozinhos mas nunca evitam fazer inimigos
Dê exemplo aos seus filhos, a vida é como é.
Precisa não enfrentar e sim desviar os conflitos.
Todos tem dentro de si um pouco de herói, um pouco de
covarde
Pra se desculpar enfim, é preciso de muita coragem
Nunca é tarde
Quem tem atitude e força de vontade faz sua parte
Não é um covarde
 
Ei Mundo Jovem...[repete]
 
Quem não quer viver a liberdade de um jovem?
Quem não quer viver sem preocupar-se com a morte?
Então não ignore
O mundo chora quando chove
só você não vê
E insiste em perder sua juventude
Está dentro de você sua virtude é poder escolher
Então mude pelo o bem, não seja rude
Mude pelo bem
Mude
 
Ei mundo jovem...[repete]
 
Mundo já vem
Livre pra viver...



Domingo, 21 de Outubro de 2007

Cabelos Sábios


Estamos vivendo em uma época que cor de cabelo não é mais genética. Na maioria das vezes. Agora todo mundo pinta e repinta do jeito e da cor que bem entender. E nisso existe tanto lados positivos quanto negativos. Mas o que falar sobre os que pintam seus cabelos brancos? Não há porque julgar ninguém. Quem pinta, tem um motivo, e devemos respeitar. Mas se pudéssemos ver os cabelos brancos com outros olhares, talvez nem tanta gente esconderia-os.

Quando não aparecem precocemente na adolescência, aparecem por decorrência da idade, é sobre esses especificamente que eu quero lhes falar. Cabelos brancos e grisalhos normalmente provem da falta de melanina. Mas enquanto algo se perde, algo se ganha. Quando algo se vai, algo vem. E nos cabelos não é excepção. Se os cabelos de alguém são brancos de idade, é porque alguns anos de vida já foram vividos. Muitas experiências adquiridas e situações vencidas. Isso, no meu ponto de vista, tem outro nome: sabedoria. Durante esse tempo todo, enquanto eles esbranquiçavam os conhecimentos eram adquiridos. Isso talvez seja o motivo do porque os mais sábios são os idosos, na maioria das vezes. Como por exemplo, nas tribos indígenas. São os idosos que transmitem oralmente a cultura de geração em geração. Por mais que não tenham suficiente força física, eles são todos “Sansões”, porque suas forças estão nos cabelos. É uma força intelectual e inteligente, que só vivendo como eles, para se ter.

Mas infelizmente, assim como os Nômades faziam de deixar os idosos para trás em suas longas jornadas, a sociedade hoje em dia “deixa” os idosos e seus cabelos. Quando impõe que cabelos brancos são sinónimos de falta de vivacidade e inutilidade. Sendo que muitas vezes visto como algo a se envergonhar! E está extremamente errado. E conforme a expectativa de vida vem aumentando, pessoas com esses pensamentos medievais também. E é tudo uma cadeia: Mais cabelos brancos, mais pensamentos errados, mais vergonha e mais dinheiro pra L’Oréal, Garnier e cia...

A solução é viver bem, aproveitar, experimentar bastante, e com saúde. Para que quando os cabelos brancos vierem, não nos causem vergonha. Causem orgulho e maravilhosas lembranças. Porque no fundo é isso que eles são. Assim, nada poderá fazer com que nos envergonhe. Mas para isso, basta que a sociedade aceite, que tudo na vida uma hora chega, e não é feio ter cabelos brancos e muito menos vergonhoso! É belo e mostra sabedoria tê-los e mostrá-los! Respeitemos os diversos “Sansões” que hoje cruzam por nós nas ruas, e nem imaginamos o quanto eles podem nos ensinar e tem pra falar!

Tudo bem que ás vezes perdemos a calma, mas é porque vivemos (infelizmente) em dimensões diferentes que os idosos. Eles vêem o mundo de uma maneira que nós, com o pouco tempo de vida, não temos e nem ainda sonhamos em ter. Por isso há esse choque. Enfim, os possuidores de tais belezas que são os cabelos brancos podem então se orgulhar: a sabedoria está literalmente em suas cabeças!


Inspirada por: ♫ Marisa Monte (Diversas Músicas) ♫

Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

Linda Dorothy





Essa sim foi uma real linda mulher! E moça também. Judy Garland começou a trabalhar precocemente por volta dos 17 anos, e tornou-se famosa. Cantora e atriz da época de ouro de Hollywood. Fez muitos musicais, entre eles: O Mágico de Oz. O qual eu recomendo á todos! Muito bom! A atuação e a meiguisse de Judy já valem o filme por si só. Mas a produção em geral, mesmo sendo um filme antigo é de muito boa qualidade! Um clássico merecível desde nome! Porém, infelizmente como outros diversos famosos, Judy não teve um final muito glamuroso. Ao 47 anos morreu de overdose de remédios para dormir. Sua vida era rodeada de pressões que as deixavam depressiva e com sensação de solidão, ou solidão realmente. Mas mesmo assim ainda acho que Judy Garland é uma linda mulher em todos os sentidos! Postei então, quatro fotos dela, sendo duas de sua melhor fase, outra do filme O Mágico de Oz e por fim perto de sua morte. Beijos!



Inspirada por: ♫ Turn Your Lights Down Low - Lauren Hill & Bob Marley ♫



Derme, abrigadora

Foi quando eu estava escovando os dentes, eu parei para olhar a palma da minha mão. Estava com escritas em caneta azul. Eu tinha escrito as respostas objetivas da prova de geografia que havia acabado de fazer. Mas eu vi aquilo, e não pensei na prova, pensei na pele. Na minha pele, nas peles. A pele é parte do corpo, mas pouco se fala e repara nela.

Quando digo pele, digo desde a calejada de baixo do pé até a pálpebra que cobre nossos olhos. Já pensou quanta história nossas peles carregam? A minha pelo menos tem algumas bem interessantes para contar. A pele é cheia de detalhes e lotada de marcas. Algumas íntimas, outras que todos vêem. Outras até chamam atenção por sua beleza, outros por serem bem diferentes despertam agrado ou aversão, logo de cara.

São desde cicatrizes até sardinhas delicadas. E o mais bonito é que a nossa pele nem muda nem é trocada durante a vida. Apenas se renova. Mas ela está sempre ali, junto, bem grudada. Só ela sabe como foi aquela sensação prazerosa impossível de se explicar. Aquele toque ou aquele frio. Só ela sabe a dor sentida em cada machucado, em cada queda ou resvalo. Tem cores, tem pigmentos e maciez. É o nosso couro, nossa casca, nosso cobertor. A pele que enfeitamos com as mais diferentes tatuagens. Brincos, piercings, bronzeados... Quanta coisa é a pele! Quantas faces ela tem! Quantos nomes lhe batizaram! Mesmo sem boca ela sabe falar! Sabe se expressar e deixar-se ser interpretada!

As histórias que ela guarda, diário nem um é capaz de guardar. Porque o diário guarda só palavras, por mais lindas que sejam. E um dia ele termina. Mas a pele, ela nos prometeu, que enquanto nós estivermos, ela estará. E suas memórias são as mais vivas, árduas e sensitivas que se podem existir. E não há ninguém até hoje que foi abandonado por ela. Agora vejamos, reparemos em nossas peles. Lindas, não são mesmo? Mas ainda falta falar do mais importante da pele: ela carrega a alma. Abriga a alma. Cuida da alma como amiga, que também tem suas marcas e detalhes... Mas ela já é assunto para outra hora! Porque a alma, meu caro amigo, essa sim, é uma enorme biografia!

Inspirada por: Garota de Ipanema – Vinicius de Morais e Tom Jobim

Teimosia

Nesse exato momento minha vontade é de escrever, escrever, escrever (digitar,digitar,digitar) até que as minhas mãos peçam uma trégua! Mas eu não posso, o tempo não me deixa, tenho um compromiso daqui alguns minutos, e minha responsabilidade está falando mais forte! Infelizmente, ou não. Mas no final é sempre ele que me controla e me arrebata. E ele insiste em pedir que escrevam sobre ele, incoscientemente ele nos pede. E aqui está ele novamente. E eu também novamente escrevendo sobre o tempo. Carinha teimoso esse tempo, não acham?

Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

Uma ligação me fez refletir...

Estava eu buscando inspiração pra escrever algo que assim, chegasse até suas almas, e os fizessem refletir. E a inspiração vinha. Até porque eu estava escutando uma de minhas músicas favoritas, e se há algo que me inspira mais é a música... Mas então, ERA esse o assunto do qual iria falar. Mas o telefone tocou, e só de pensar em me virar para atendê-lo as idéias zarparam, e pra bem longe. O que é pior. Mas foi então que outras vieram lhe tomar o lugar, e estalos surgiram com as suas chegadas.

Quem era ao telefone? Ninguém, aliás, ninguém que eu já tenha visto o rosto ou ao menos saiba o nome. Era alguém sim, desconhecido, mas alguém. Uma operadora de telemarkentig, ou para os mais chegados: telefonista. Perguntando sobre o responsável pela linha telefônica. Provavelmente, iria fazer algumas interrogações como é de praxe, oferecer alguns planos... Minha mãe diria que não, agradeceria, e então desligaria. E assim, acabaria. Mas minha mãe não estava em casa, e nem eu quis puxar assunto com uma desconhecida.

Porém, o que ficou na minha mente, me perguntando, foi: será a telefonista loira de olhos azuis e boca carnuda? Ou morena com bochechas grandes e sorriso envergonhado? Nunca vou saber. Mas o que importa na realidade? Ultimamente o mundo vem fazendo tanta questão da aparência! E eu também, infelizmente! É o cabelo que é liso, ou o olho que é falso... As pernas que não são torneadas e a barriga que passou das medidas! E assim caminha o mundo, seguindo a estrada da plaquinha da estética. Sem nem reparar na do caráter, e passando totalmente sem olhar para a da personalidade. Falta tanta coisa no mundo, mas a certeza que eu tenho é que se existisse um pouquinho mais que seja de caráter e ética e menos crédito à vaidade e aparência, as coisas seriam diferentes.

Talvez nem tanta gente sofresse por pré-conceitos impostos, exclusão, deboches, busca pela aceitação... O que falar então, dos que “se matam”, quase que literalmente, para ter um corpo perfeito (o que é impossível), mas nem se importam de cuidar da alma, do espírito. Porque poucos sabem que o corpo sem o espírito não sobrevive, mas o espírito sem o corpo vive. E vive bem.

Se nos alimentássemos de hamburgers de bons valores com copos trasbordados de respeito, e de sobremesa um pouco de humildade, nossos espíritos não seriam tão desnutridos e famintos. Se tivéssemos também mais paz interior, tranqüilidade e bem-estar consigo mesmo. Hoje tudo abala o espírito, tudo é motivo pra desespero. E o motivo é o tal. Falta de alimentação saudável do espírito e cultos a errados deuses: os rostos humanos, puros e peles por si sós. Vá então! Deixe, como eu, de tentar descobrir como é o rosto, pra aprender como é o espírito! Esqueça os padrões, e os produtos rejuvenescedores. E por fim, escute uma música, eleve seu espírito e viva! Ao invés de sobreviver!




Beijão! (:

Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

Humore & Rotine

Todo dia, quando acordamos, nós dispomos de um ânimo. Ou seja, acordamos emburrados ou bem humorados. Mas não quer dizer que não possamos mudar este ânimo durante a rotina diária, para melhor ou pior. Sendo assim, já é positivo fazer do bom humor um companheiro de sempre. Para não correr o risco de sermos pessoas estressadas e irritadas.
Falar de humor aliádo à rotina é complicado demais, porém, facilita se imaginarmos que o humor é como um bom amigo. Aquele amigo experiente por sua idade avançada mas com espírito de jovem. E sabe-se que seu primeiro nome foi "registrado" em Latim: Humore. É ele que ajuda a repousar o espírito quando o sono já repousou o corpo. É o "humore" que te levará a teatros, cinemas, e arte em geral. É ele que te dará mais prazer nos seus hábitos diários. Que não deixará que uma reunião de negócios ou um almoço com investidores se torne algo cansativo e estressante.
O humore é diferente de qualquer amigo "ânimo" que podemos ter. É ele que irrita os que não o têm e pinta a vida com cores vibrantes dos que o têm. "O humor é necessário para a vida humana" já dizia S. Tomás de Aquino, pois assim como remédios que curam e previnem doenças, o humor altera a saúde, principalmente psíquica, e também pode se tornar um vício, que como qualquer outro não faz bem. Viciados em humor nem sempre vão ser levados a sério ou terão não terão limites para suas piadas que correm grandes riscos de se tornarem deboches ou ironias mal intecionadas.
A missão do nosso amigo humor é trazer benefícios para nossas almas. Que podem se refletir mais tarde em benefícios materiais. Mas tudo vai depender da maneira como a relação rotina-humor for levada.
Enfim, a rotina é como uma esposa: na maioria das vezes adversa a inovações (por mais machista que isso soe) e o nosso amigo humor, o marido: a veia cômica da relação. E eles precisam de um equilíbrio como qualquer outro casal. Nós seremos os filhos dessa relação. E se esse relacionamento não for bem, provavelmente seremos filhos incompreendidos, chatos, mimados, insuportáveis e cheios de reclamações!


Beijiiinhos e bom humor para todos (:

Domingo, 7 de Outubro de 2007

Tempo & Equilíbrio

O tempo não é mais o passar dos ponteiros de um relógio. Hoje o tempo é gasto e poupado como dinheiro e valioso quase que como ouro. Se torna escasso para muitos e em abundância para os que nada fazem ou para os que não têm perspectiva alguma. Mas pouco ainda se sabe do que é o tempo, e de que maneira se vive ele: com pés fixos no passado ou mente viajante no futuro.
Se nós, homens, dividimos o tempo em três partes básicas: passado, presente e futuro, é porque de alguma forma fazemos uso disso... Por isso, a idéia de viver sem se tornar escravo do tempo pode soar como impossível ou até mesmo louca.
A divisão do tempo que o homem nomeou causa ainda nele mesmo dúvidas. Então a melhor opção é viver bem o dia de hoje. Com paz e sem afobação em relação ao dia de amanhã. Sem crucificar-se pelo passado. Porém, como tudo na vida há de ter um equilíbrio, também não está certo ignorar o passado por completo.
O homem tem que aprender a lidar e superar o que de mal o passado lhe trouxe, saber que nada tem volta e acustumar-se com isso, para que não cometa erros no futuro. Futuro esse que é o mistério: que como qualquer outro precisa ser tratado com cautela, zelo e jamais com adoração e pretenções, para que não haja arrependimento no passado.
Há, sem dúvida alguma, uma ligação forte entre passado, presente e futuro. Isso não existe a toa. É para que o ser humano a encontre e saiba conviver com ela. A vida é assim mesmo... Cheia de escolhas. E o tempo é a melhor balança para elas. É com ele que a nossa vida se limita. É ele que nos prende, mas também pode nos libertar. É dele que devemos aproveitar sabiamente. Porque ele passa, não volta, não pára e quem sabe, nem chegue!



ps.: Esse texto eu fiz para redação no colégio, achei legal colocar aqui. É de agosto na verdade! Beijos!

Domingo, 30 de Setembro de 2007

Apego trivial, vício brutal !

O povo brasileiro agora tem um motivo pra se alegrar: foi descoberto o assasino de Taís! E é incrível como isso afetou a vida de tantas e tantas pessoas por esse Brasil a fora. Com marcação de 56 pontos de ipobe, a última sexta-feira foi um caos, pelo menos aqui no Rio de Janeiro. O trânsito até melhorou. A noite ficou mais clara pelas luzes das janelas de cada apartamento. Todos atentos a cada detalhe da morte da malvada gemêa que atormentava a irmã. Mas e o propósito disso? Nenhum praticamente. Tudo bem que tem muita gente solitária e é compreensivel que a única companhia que se tenha é uma televisão ou um rádio. Porém, até quando o brasileiro vai aceitar essa mesmisse que é uma novela? E o pior: se prender a isso! Deixar de sair, se divertir, ficar junto com alguém, pra simplesmente saber o que vai acontecer na vida dos outros. Sendo que esses "outros" são personagens... Ou seja, totalmente ficção.
O problema não está na novela ou em quem a faz, mas sim em como ela é feita e estruturada. Eu por exemplo não me importaria e até gostaria se Olavo, personagem de Wagner Moura, saísse vivo, impune e com a Bebel (Camila Pitanga) em uma ilha do Caribe fazendo altas sacanagens como é de praxe deles! Alguns podem até pensar que eu sou a favor da vitória dos vilões, mas é diferente. Eu queria a verdade da vida na novela, se é pra novela existir, que seja real. As coisas são tão óbvias e prováveis na novela. Irrita e enche o saco! Mas e continua a dar ibope? Sim, pra tristeza de diversos livros imprevissiveis que estão empuerados agora...
Porque todo mundo é feliz no final da novela? Engravida e acha a sua alma gemêa? Não é assim na vida! E não há nem um esforço intelectual pra quem assite. Não é preciso pensar sobre, opinar sobre e nem refletir sobre. Só absorvemos a informação que vemos e deu. Está feito o império global. Eles sabem como manipular o carinha da poltrona. E não é dificil. É só usar a novela como um preenchimento de ócio, que se forma o vício. Isso resulta em sucesso!
O certo é não aceitar que se prencha o nosso ócio com coisas frívolas. E perceber o limite do entretenimento e do total vício e apego.
A novela acaba, todo mundo chora, fica feliz, e que venha a próxima! Tão igual quanto a que acabou e menos viciante do que as seguintes... Será que é assim que se constrói um país com opinião e intelectualidade? É só olhar um pouco e perceber: não tá dando certo!

Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

Mulher Estrelada

Lotado. Gente por todo lado. Luzes de todas as cores. Muita música. Muita bebida. Muitos sorrisos. Muito rosto bonito. Mais luzes e mais músicas. E ela. Caminhando entre as pessoas dançando e se acabando. Seguia seu passo como o ritimo da música. Ela tinha hora pra voltar pra casa. Mais não perdia a intensidade. Continuava caminhando. Caminhando e dançando no ritimo da música. Observou tudo por sua volta. Olhou pro garçom. No fundo dos olhos dele. Olhou pras pessoas. Olhou para cada rosto. Para cada olho. Uns fechados outros bem abertos. Alguns beijavam outros gritavam e pulavam. Todos tinha uma história de vida. Chegaram ali com um intuito. Era tanta mistura. Tanta emoção. Tanta energia por metro quadrado. Pra cada rosto que as luzes coloridas iluminavam era uma vida inteira. Que tava começando. Que tava acabando. Olhou por tudo. Piscou com as luzes. Voltou os olhos pro garçom e disse: - tinham razão quando disseram que eu era uma criança!

__

beijos (: e que as suas sejam as melhores!

Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

Em Caso De Despressurização (Martha Medeiros)

23 de setembro de 2007 | N° 15375

Martha Medeiros

Em caso de despressurização

Não se sinta culpado em pensar em si próprio. Se quer colaborar com o mundo, comece por você

Eu estava dentro do avião, prestes a decolar, e pela milionésima vez escutava a orientação do comandante: "Em caso de despressurização da cabine, máscaras cairão automaticamente a sua frente. Coloque primeiro a sua e só então auxilie quem estiver a seu lado". E a imagem no monitor mostrava justamente isso, uma mãe colocando a máscara no filho pequeno, estando ela já com a dela.

É uma imagem um pouco aflitiva, porque a tendência de todas as mães é primeiro salvar o filho e depois pensar em si mesma. Um instinto natural da fêmea que somos, todas. Mas a orientação dentro dos aviões tem lógica: como poderíamos ajudar quem quer que seja estando desmaiadas, sufocadas, despressurizadas?

Isso vem de encontro a algo que sempre defendi, por mais que pareça egoísmo: se quer colaborar com o mundo, comece por você.

Tem gente à beça fazendo discurso e reclamando em nome dos outros, mas mantém a própria vida desarrumada. Trabalham naquilo que não gostam, não se esforçam para manter uma relação de amor prazerosa, não cuidam da própria saúde, não se interessam por cultura e informação e estão mais propensos a rosnar do que a aprender. Com a cabeça assim minada, vão passar que tipo de tranqüilidade adiante? Que espécie de exemplo? E vão reivindicar o quê?

Quer uma cidade mais limpa, comece pelo seu quarto e seu banheiro. Quer mais justiça social, respeite os direitos da empregada que trabalha na sua casa. Um trânsito menos violento, é simples: avalie como você mesmo dirige. E uma vida melhor para todos? Pô, ajudaria muito colocar um sorriso neste rosto, parar de praguejar, encontrar soluções viáveis para seus problemas, dar uma melhorada em você mesmo. Tudo o que nos acontece é responsabilidade nossa, tanto a parte boa como a parte ruim da nossa história, salvo tragédias pessoais e abandonos sociais. E, mesmo entre os menos afortunados, há os que viram o jogo, ao contrário dos que viram uns chatos.

Antes de falar mal da Caras, pense se você mesmo não anda fazendo muita fofoca. Coloque sua camiseta pró-ecologia, mas antes lembre-se de não jogar lixo na rua e nem de usar o carro desnecessariamente. Uma coisa está relacionada com a outra: você e o universo. Quer salvá-lo? Garanta-se primeiro. Não se sinta culpado em pensar em si próprio. Cuide da sua saúde. Arrume o que é seu. Agora sim, estando quite consigo mesmo, vá em frente e mostre aos outros como se faz.


Muito Bom ! (:

De Um Pecado A Evolução

Defina qual é o seu maior pecado, entre os sete. Gula? Foi o que eu pensei... Preguiça? É todos somos preguiçosos... Mas eu quero o seu pecado mais profundo. O mais intimo, o que mais te constrange. Fica dificil né? Mas mesmo assim, você não vai adimiti-lo. Talvez tente me enganar dizendo que é a avareza ou a inveja... E para os mais corajosos a luxúria. E vai ser sempre assim, o ser humano é pecaminoso só que não gosta de assumir. O pior é que sabemos que é normal e aceitável que pecados façam parte do nosso cotidiano. Porém até quando, todo mundo vai fingir que não peca, que não tem desejo de pecar? Talvez o homem fosse muito mais evoluido e nem tantas desgraças teriam acontecido porque quem assume que peca está muito mais favorável a repitir e acertar ou a repitir e melhorar. Sabe, pecados e erros são necessários, é parte integral e fundamental da vida e sem isso muito momentos não estariam gravados na sua mente até agora, como um que vem agora na sua cabeça, te lembrando daquela vez que você ... Por isso é assim, os pecados fazem parte, e deles é que surgem o prazer de aprender, evoluir e viver. E sem o pecado todos seriam santos, e uma terra de santos deve ser chata. Eu não quero um mundo de santos, eu quero um mundo de pecadores inteligentes. Que sabem usar de seus erros pra evoluir. Foi assim com o casal do Éden não foi? Eles pecaram, pagaram as consequências mas acabaram refletindo e buscando o melhor. Afinal, é mais gostoso quando é assim ... Se tudo já fosse perfeitinho e corretinho, que sentido você faz ai? Nenhum, certo? Enfim, é SÓ AGORA que você tem pra pecar e evoluir.

Mais uma vez, mais uma vitima ...

Eu sou uma grande vitima da internet. Me proponho sempre a postar em milhares de fotologs que já tive... Mas normalmente acabo abandonando, e quando volta aquela vontade de postar fotos ou eu crio um ou ressucito outro! Mas até que um dia um recado no orkut, de uma amiga minha que também tinha feito um desses blogs, me fez pensar, que na verdade o que eu sempre quis foi expor meus pensamentos e tudo que eu escrevo e as vezes só algumas pessoas lêem. Foi então que eu comentei no blog dessa minha amiga, e vi que eu já tinha uma conta aqui (aliás com o meu e-mail pré-adolescente que eu já estou tentando acabar ...) e pensei: porque não?
E agora eu tô aqui, me tornando mais uma vez uma vitima consciente de outra conta na internet. Mas dessa vez eu tô pensando positivo: sem abanonos é que se vai pra frente! ;)

beijos ... e sigam meu exemplo ! haha (: