sábado, 15 de dezembro de 2007

O Gosto Pelos Gostos

Coisas em comum são bem legais de achar, não é mesmo? Afinal, para achá-las só com a convivência ou uma boa conversa. Não é o máximo quando você descobre que aquela pessoa também gosta da música que aquela sua banda preferida toca? Ou do filme, que tem a cena que marcou a vida de vocês dois, de diferentes maneiras? São tantas hipóteses de coisas em comum, que sem medo, dá pra dizer que jamais alguém vai conseguir achar todas as coisas em comum possíveis entre sequer um casal. Aliás, casais são casos a parte. Parecem que já conhecem tudo que têm em comum, e melhor ainda: o que não têm. Mas nada como o tempo, pra mostrar que não é bem assim. Que cada dia é aprendizado. Seria essa a melhor moral da história dos casais no mundo? Não, não a melhor. Mas entre as melhores, com toda certeza!

E é estranho como na era das cópias, o ser humano que busca tanto a individualidade, quero dizer, algo que o torne cada vez mais único, quando descobre algo em comum, acha bom! Nos sentimos bem! Então, quer dizer que ser tão único assim, nem sempre é tão bom assim... Certo? Mesmo sendo legal compartilhar coisas únicas, juntar experiências, para mim, é mais agradável e pode se tornar muito mais divertido! E pra quem tem medo de ficar sem assunto, ter experiências e gostos parecidos faz render assunto, e não intimida ninguém, porque assim uma pessoa só não “comanda” a conversa! Entende? É mais solidário o negócio... Enfim, podermos ser únicos, mas assuma: nós temos uma coisa em comum! O gosto pelos gostos em comum!


Inspirada por: ♫ Cássia Eller - No Recreio

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Poesiar

.Num dia assim, chuvoso na cidade do Rio de Janeiro, onde o que me separa de ir para rua é o tempo, para não ficar mais doente, dá uma vontade muito grande de começar a escrever. Mas não escrever qualquer coisa... Escrever poesia! Os versos mais lindos. Que toquem nas almas mais profundas e que expresse o que sentimento de alguns talvez não consiga. É, eu realmente sonho alto e tenho ambição. Porque para isso tudo, falta o dom. Mais conhecido como talento. Dom é só um nome mais divino de talento, pra ficar mais “chic” ou até para que soe melhor. Mas é melhor parar de falar ‘leigamente’ sobre dom e talento. O dicionário saberia falar:

Dom - s. m.,

presente, dádiva; dotes naturais;

fig., mérito, merecimento; privilégio; poder; faculdade; condão, aptidão.

Talento - fig.,

grande inteligência;

aptidão notável; engenho; agudeza de espírito; habilidade; pessoa talentosa.




.Tá, ‘denotativamente’ falando tem diferença. Mas que seja! Pra mim não tem! E continuando de onde parei, esses dois me faltam pra poesia. Assim, digamos que já escrevi algumas, já me arrisquei e foi bom. Muito bom. Mas confesso que guardo ainda medo de tentar. Vergonha também. Poesia é vitrine de sentimentos. Onde se expõem de uma maneira nobre os sentimentos. Então, se quando eu for fazer uma poesia, e eu estiver com vontade de me atirar de um prédio? Vou acabar expondo isso de graça e passarei de louca, depressiva e suicida na cabeça de quem lê. E esse é o problema. Provavelmente os melhores (e nem sempre maiores) poetas que existiram, na minha opinião, são aqueles que expuseram MESMO os sentimentos na hora de “poesiar”. Sem medo e vergonha do que pensariam, de como seriam julgados. Só assim eles alcançaram o que eu não consigo. Ainda. Porque o ano está acabando e não duvide que “poesiar” sem pudores, esteja na minha listinha de metas para o ano que nasce. Pode ser que eu não tenha o dom, ou o talento. Mas é preciso tentar e arriscar, e mesmo que eu não tenha o dom, no meu caso, eu CRIO!



Inspirada por: ♫ Cássia Eller - Por Enquanto/Todo amor que houver nessa vida

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Em uma linha do tempo, estou no meio, olho para trás e tento exergar a frente.

.Como é de praxe, um balanceamento, um fechamento, uma retrospectiva do ano que passou: 2007. Antes de tudo é necessário deixar claro que foi o ano mais rápido de toda minha vida. Sim, mesmo tendo vivido 15 anos ainda (porém, hoje em dia, conseguir viver 15 ano está virando vitória). Não sei se porque adiantaram os relógios, não sei se porque vivi mais momentos intensos, já que são neles que esquecemos que o tempo existe e acabamos não percebendo ele passar! Mas enfim, passou, e passou muito rápido. Sem melhores comparações: como um piscar de olhos!

.Eu sempre brincava com algumas amigas de ‘tentar’ marcar o tempo. Era mais ou menos assim: a gente dava um soquinho com as mãos, e combinava de dar outro soquinho depois de um certo tempo. Era mais para sentir a sensação, do tempo que tinha passado. Se você conseguiu entender mais ou menos como funcionava essa maluquice de soquinhos, saberá as surpresas que nós sempre tínhamos ao dar o segundo soquinho. Nossas conclusões na maioria das vezes eram de que definitivamente o tempo era ave. E das mais velozes, com vôos imperceptíveis a nós, meros humanos. Incapazes de controlá-la.
.Sendo assim, relato, antes de qualquer coisa, minha experiência mais fulminante com o tempo. Agora sim, me sinto bem ao dizer que nesse ano, iniciado em uma segunda-feira, normalmente um dia não muito agradável, foi um tanto quanto diferente! Sendo isso, bom ou ruim!
.Individualizando, amadureci, conquistei novas coisas, sofri como nunca antes, mais também sorri por novatos motivos, por lindos motivos. Derramei muitas lágrimas (só não sei se mais que quando era bebê de colo.). Chorei mais em filmes. Assisti a mais filmes. Fui mais ao cinema. Fui mais ao cinema acompanhada com ótimas companhias. Me deixei aproximar muitos mais da praia, tanto que hoje, escrevo doente, provavelmente por insolação. Emagreci. Engordei. Engordei mais um pouco. Tirei notas horríveis. E notas merecidas de grandes elogios. Gritei com alguns. Briguei, discuti, subi ao palco e falei o que queria! Pedi perdão. Arrependi-me. Escrevi carta. Viajei. Dancei até não agüentar mais. Aliás, lembro que 2007 foi meu primeiro ano sem o meu apêndice. O que me lembra também, que esse ano não internei no hospital, mas fui ao hospital.
.Fiz 15 anos! Tive minha festa de 15 anos! Conheci gente nova. Gente diferente da minha gente.Vi paisagens lindas. Vi cenas horríveis. Não li muitos livros. Realizei meu blog e meus textos. Fui ao teatro. Fui a muitos shows, de estilos diferentes. Fui a ópera. Tremi e rezei ao viajar de avião. Suspirei e agradeci a Deus por terra firme. Ganhei experiências, vendo os outros, e vivendo também. Conheci a angustia com outra cara. Vi a falsidade e falta de caráter muito nítida em belos (falsos) sorrisos. Senti-me em ninho de cobras. Senti-me no céu. Ingressei e desisti da academia. Rendi-me a comida. Pequei. Fui gulosa. Fui vaidosa. Avarenta e preguiçosa. Amei. Amei muito!
.Matei. Matei saudade, matei sede, matei calor. Aproveitei. E alguns momentos eu deixei passar. Mas na maioria, aproveitei. Infelizmente, não estou completa, e nem sei se um dia irei estar.
.Mas senti falta em 2007 de algo que tive em 2005. Outro ano marcante na minha vida. O projeto de voluntariado do meu ex-colégio. Ser solidária com os outros um pouquinho a cada semana, me fazia tão bem. Eu tinha uma felicidade tão plena e não sabia. Mas como retrospectiva sem promessas pro ano seguinte ficam sem graça, aqui fica minha promessa. Talvez não muito inovadora nem diferente, mas verdadeira como nunca: fazer mais gente feliz antes de me fazer feliz! Porque nada do que eu viver valerá sem isso... E porque, eu não sei de você, mas a minha felicidade está em fazer você feliz!



Inspirada por: ♫ Santana Feat. Chad Kroeger – Into The Night ♫

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Não são os outros que a possuem!

.A sina de todo ser humano, é conseguir achar a felicidade em si mesmo. É tão difícil, que muitos morrem sem nunca ter tentado. É fácil entender porque: é cômodo viver dos momentos de alegria, e dizer que eles são a felicidade. Mas engana-se quem pensa assim!
Momentos passam, acabam, morrem, ficam só nas lembranças, até as fotos que podem guardar um pouco da essência do que foi, não duram eternamente. E quem viver só de lembranças, nem momentos de alegrias terá. Por isso, buscar a felicidade em si mesmo faz tanto a diferença na hora de fazer sua vida valer a pena REALMENTE!


.Veja por exemplo, quando simplesmente jogamos a razão de nossa felicidade em pessoas (como nós). Que erro! Que grande erro! TODOS, sem exeção são imperfeitos! Um dia erram, outro acertam, e assim vai ... E quando colocamos a razão de nossa felicidade nesses imperfeitos, o que acaba é que grande decepções estarão por vir! E vem. Inevitavelmente. Sem hesitar. Mesmo se pensar assim for pessimismo, é uma pena, pois é a verdade, pura, nua e crua, que dói, mas continua sendo verdade. Não há como negar. Quem nunca decepcionou alguém? Quem nunca foi decepcionado? E ai? Depois disso... Você foi tentar superar isso buscando sua felicidade em outra coisa, que não depende de você... E o que acontece? Provavelmente outra decepção ou o fim do êxtase de ALEGRIA DE MOMENTO. Porque a felicidade, ela não estava ali, ela sempre esteve DENTRO de você, esperando pra ser achada, pra ser cuidada, pra ser conquistada... Mas assim é a humanidade, sempre dependente, sempre carente, sem perceber que você mesmo pode mudar, pode se fazer feliz. Sem que ninguém te deixe pra baixo ou derrotado. Porque ninguém vai ter esse poder, você vai ter esse poder! Sendo assim, ninguém vai alterar e trocar NADA. VOCÊ será dono de suas sensações e desejos. Não há quem desapontar, nem retribuir. É VOCÊ COM VOCÊ MESMO. Basta.



.Já experimentou ajudar alguém que realmente precise SEM ESPERAR NADA em troca? Garanto, faz bem, e é um dos caminhos mais recomendáveis para se achar a felicidade em VOCÊ mesmo. Porque te deixa bem, satisfeito, e ainda abre sorrisos nos rostos do outros... Assim o ser humano pode dizer que é feliz. Porque ajudar os outros a serem felizes sem desejar NADA em troca é difícil (até porque o homem por natureza é ambicioso e cria tantas expectativas tolas).

Enfim, você se lembra da dificuldade de achar a felicidade em si mesmo? Pois é... É essa... Mas e agora? Você é capaz de ter felicidade sem depender de alguém para trazê-la? Pense nisso...



PS.: Fiz esse texto, faz um tempo, e já tinha postando em meu fotolog (desatualizado). Mas agora postei aqui, a pedidos! (:

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Nada se cria, tudo se aprimora!

.Muitas vezes paro pra pensar, se é possível inventar, mais do que já inventaram! E esse assunto chegou, hoje mesmo, em uma conversa entre amigos meus. Chegamos a conclusão de que atualmente, hoje, 21/11/2007, nada se inventa, tudo se aprimora. Isso mesmo. Somente aprimora. Pense em exemplos. O celular: ninguém inventou o celular com câmera, ele é só um celular aprimorado, certo? E se por exemplo, existir um carro que voe. Não foi inventado, foi um carro aprimorado. Entende?

.Bom, mas também chegamos a outra conclusão: a fase que vivemos no mundo, nada se inventa, tudo se copia ou aprimora, porém, uma fase de novas invenções, com certeza está por vir! Não sabemos quando, mas sabemos que virá. Como nós sabemos? Simples. O ser humano depende de inventar. E se pensar lógica e historicamente, isso irá acontecer, provavelmente. Mas por enquanto, tudo é aprimoramento. Palavra chave essa...

.Enfim, chegamos a outras conclusão, mais complexas, como por exemplo, nós um dia, provavelmente seremos denominados algo como: homosapiens primata, ou primitivo, ou “burro”. Porque chegamos a isso? Ah, isso já é assunto de outro relato.



Inspirada por: ☺Jéssica de Moncada Assis & Lucas Eloy☺

Consciência Negra?


.O mundo que já foi Pangéia, hoje é uma enorme divisão. Em uma época de tantas confusões, onde o que mais perece, e mais se necessita, é a união da Humanidade. Sem hipocrisias, é bom procurar saber de onde nasce essa divisão tão forte. Quase que certamente, enraizada um pouco em cada povo, em cada cultura, está a questão das raças. Por mais que soe normal algumas pessoas já mostraram como dizer Raças (ou Racismo) talvez esteja errado. Seguindo a linha de pensamento, de que somos todos seres humanos, somos então de uma única raça: a humana. E o que há no fundo, são etnias. E nada mais. Apenas origens. Então, atualmente procuro falar preconceito a racismo. Porém há ainda muito que discutir, sobre essa questão, digamos assim, “etimológica das palavras” (então, usarei o termo racismo, por motivos de convenção.).

.Mas afinal, o Brasil, é ou não um país racista? Pelo meu ponto de vista, atual, que já foi muito diferente antigamente, acredito que não. Porque vendo por um lado institucional, não há no Brasil de hoje, leis em funcionamento que separem direitos, para negros ou para brancos, e quais cores suas peles tiverem. Perante a lei, somos todos iguais e com mesmo direitos. Porém, existem projetos como os de cotas em universidades e entre outros. Além, de leis que tornam o racismo, ato criminoso. O racismo no Brasil é crime inafiançável e que pode até mesmo dar cadeia.

.Mas não há como negar, que o Brasil é um país de racistas. É impossível dizer diferente. Miscigenado e totalmente misturado, nossa pátria não tem origens únicas. O que gera inúmeras discussões. E acaba criando em muitos, um sentimento de rejeição a uma determinada raça (etnia). Por fim, o racismo no Brasil, foge de uma questão legal ou institucional, para a social e quem dirá cultural. É muito mais, uma questão da cabeça e opinião de cada um.

.O que o governo e os meios de comunicação em geral têm a fazer num país como o nosso, é não motivar esse sentimento. E repreendê-lo. Representando negros, índios, pardos, de maneira justa. Na educação por exemplo, não aprendemos absolutamente nada sobre a África e a sua tão importante e influente história. Porque, os programas escolares “etnocentrizam “ as nações européias? Ou por acaso, o povo Africano não influiu em nada para a nação brasileira? Porque até hoje nenhuma novela teve como núcleo principal, uma família negra? Porque nenhuma princesa de histórias infantis é negra? Porque a raça negra é tão ligada a pobreza e vice-e-versa? Tudo isso, são perguntas, que um povo como o brasileiro, em pleno desenvolvimento não pode deixar de se perguntar. Porque não adianta evoluir na economia, se somos um país atolado pelo racismo. Racismo esse, que empacou e empaca o Brasil em muitas coisas. Vendo que o Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão. Caso que deveria nos envergonhar por completo.

.Enfim, todos (e eu me incluo por inteira nisso) devemos rever nossos valores, e nossas atitudes em relação ao outro. Porque preconceito seja qual for, é cruel e ultrapassado. E nem um país um dia merecerá o titulo de desenvolvido enquanto o racismo reinar nas nossas mentes e ações. Que infelizmente, reina.

Inspirada por: ♫ Fugees - Ready Or Not/ Fugees - Ready Or Not Techo / Bob Marley – No Woman No Cry

◘ Happy Hour/ GNT – 20/11/2007 (O Brasil é um país racista?)

PS.: “etnocentrizam “ – Sim, eu criei essa palavra! Derivada de ‘etnocentrismo’. Acontece que eu não achei outro modo melhor de falar.

PS2.: Eu ainda preciso rever muito os meus valores e ação em relação a isso, e assumo, sem hipocrisia.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Analisando o que eu não analisei...

.O que mais difere o ser humano, ou pelo menos em boa parte, são as percepções individuais. Isso seria, o que cada um pensa, e o jeito como cada um vê alguma coisa. É estranho, como um assunto, pode virar centenas de opiniões para cem pessoas. Experimente, jogar uma palavra no ar, e pedir para que façam um pequeno texto sobre essa palavra. Já imaginou a quantidade de coisa que será escrita? Já imaginou a quantidade de possibilidades de interpretações que nascerão? É quase que impossível que criem algo igual. E isso é óbvio para você que está lendo, eu sei. Mas é que me chamou a atenção, porque sempre que alguém faz um comentário com uma opinião ou visão diferente do que eu escrevi, eu fico chocada, meio que “perplexa mentalmente”. Penso: “Como eu pude não ter pensado nisso?”. Os comentários no blog têm essa vantagem, eu consigo ver por outros ângulos, o que eu mesma fiz. E isso sim é legal, mais do que somar números de comentários (até porque nem sempre eu tenho grandes números), é saber o que os outros pensaram sobre aquilo, e perceber que nem sempre é do jeito que a gente pensa. Então, cada ser humano que nasce, é uma nova percepção que surge/surgirá. Isso faz de um individuo, merecedor desse nome, individual.


Inspirada por: ♫ Cássia Eller - 1º de Julho/ Nando Reis & Cássia Eller - Relicário ♫



PS.: Provavelmente, se você comentar nesse texto, uma análise diferente vai surgir, e você vai causar em mim uma "perplexidade mental". Aproveite!


PS2.: Não estou postando mais, tão frequentemente, por está me faltando inspiração. Estou meio desmotivada. Se alguém tiver a solução...

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