segunda-feira, 21 de julho de 2008

Nãããão!

São aquelas horas assustadoras que você não tem nada pra fazer (mas é claro que tem) vai ao computador esperando um conforto do Orkut. E ele está em MANUTENÇÃO!

Doce e Amargo Amor...

Qual o problema com o sexo oposto? Será tão difícil assim um entendimento? Tudo bem que nem sempre é possível ler a mente do outro, mas e a tal leitura corporal? Nada? E a voz? Será tão difícil perceber que o certo a fazer pra se agradar é tão simples. Não há dinheiro que compre, nada disso é necessário. Apenas um esforço verdadeiro de fazer o outro se sentir melhor. Fazer aquilo que gostaria que fizesse para você. Tão fácil, porém ridiculamente tão difícil. Um dia tudo cansa, todos cansam, e entender o outro e se fazer entender não será mais necessário. Se a vida fosse um pouquinho mais complicada talvez nem estivéssemos aqui. Os casais simplesmente não se relacionariam. Ou não. Talvez também seja a sina de todo apaixonado e apaixonada passar pelo que passa. Talvez assim tenha a graça. Mas do que vale amar sem ser amado? Do que vale tentar? Vale tentar? Quem arrisca alguma posta? Alguém explica o amor pra mim?

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Grandes!

Grandes exércitos caem. Grandes líderes erram o caminho. Grandes jogos são perdidos nos últimos segundos. Grandes amores acabam. Grandes especialistas cometem equívocos. Grandes religiosos são negados. Grandes profetas caem por terra. Grandes médicos falham. Grandes navios afundam. Grandes florestas queimam. Grandes talentos se perdem. Grandes prédios desabam. Grandes tristezas passam. Grandes palavras se esquecem. Grandes vidas terminam. Mas não deixam de ser Grandes...



Inspiração: Stop Crying Your Heart Out e o dia de hoje!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Cursinho BEM intensivo!

Quem está no clima de vestibular, chegada ao mercado de trabalho e tem que ter a cabeça focada no futuro sabe como é importante saber falar uma segunda língua. Não dá pra negar, por mais que às vezes seja ruim, que agora é necessária uma outra língua, já não basta mais a da sua pátria. Mas tudo bem até aí, é de se conformar e aprender. Porém o estranho é como esquecemos de aprender a “língua da natureza”. Uma língua quase morta, bem calada. O que mais se ouve dela são os gritos de desespero e de alerta. Que na maioria das vezes passam despercebidos. Talvez se entendêssemos o que a natureza tem pra dizer perceberíamos mais facilmente que não é ela que precisa sobreviver, e sim nós, a humanidade. Porque no final, a natureza tem nela, poder suficiente pra se erguer, como já fez outras vezes e é capaz de fazer novamente. Só que a humanidade... A doce humanidade... A amarga humanidade... Essa vai ter que procurar um cursinho intensivo urgentemente! Não bastam mais os noticiários, os ativistas, as catástrofes, as mortes. Nesse caso não há Google que traduza, nem legenda amarela ofuscante. Não há gramática, não há professor. Não há mímica, não há braile. Está tudo visível, só basta entender...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Cegueira branca?

Quando não há inspiração, onde você busca? Uma música? Uma paisagem? Uma foto talvez? Sem problemas se a resposta não veio tão rápido. Afinal é estranho como às vezes temos tudo, mas não temos nada. A vida é cheia de inspirações. Uma escondidas e outras tão visíveis, na ponta do nariz, de deixar qualquer um vesgo. Mas aí depende dos olhos enxergarem, mas eles não enxergam.Cegueira? Não, eles não querem enxergar.

Mas e se fosse possível parar no tempo? Sentar no chão, cruzar as pernas, apoiar o rosto sobre a mão, e ficar ali, analisando, só pensando... Parado no tempo fica fácil perceber as inspirações! Os sorrisos que nos sorriem todos os dias, mas muitas vezes esquecemos de retribuir. As vozes que todos os dias repetem quase a mesma coisa, mas que sem elas os dias seriam bem diferentes. Talvez até sem graça.

Porém, lembra que ele não para? Pois é, enquanto se tentar buscar as inspirações, o tempo não para e continua a passar, e junto com ele todas as inspirações que fomos incapazes de enxergar. Na hora de reclamar da falta de inspiração, não xingue seu dia, o mau tempo, a briga com o namorado, sua amiga, seus pais... Assim como o tempo e as inspirações, todos eles vão passar e quem não abriu os olhos foi você...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Conclusões, fases e um pouco do óbvio

Sabe aquela velha conclusão de que no final vamos lembrar e rir das coisas que já passaram? Às vezes pode não ser bem assim. O bom seria se fosse. Mas com tudo existem outras conclusões tão ou mais valiosas quanto esta. Uma delas, talvez tão repetitiva quanto a outra, porém que é muito difícil de aceitar, é de que a vida é feita mesmo pra se viver. Óbvio? Sim, era pra ser. Afinal, viver também significa sofrer e aprender com o sofrimento. Que pode não servir pra rir no futuro, mas vai ajudar nas escolhas e nos tornar mais fortes e experientes. E durante a vida, aprendemos que ninguém nasceu pra sofrer, mas é necessário como tantas outras coisas na vida. Eu acredito que a vida é feita de fases, das menores e momentâneas até vida toda por si mesma. Fases de horas, de dias, de meses, de eternamente. Que sejam fases, mas que sejam aprendizados. Que nos façam ser pessoas melhores e que no fim rindo ou não vamos lembrar e nos orgulhar de nossas vidas. Olhando pra trás e podendo dizer: Eu vivi.

Inspiração: Next To You - Jordin Sparks

domingo, 18 de maio de 2008

As ramificações da vida

Essa semana foi “movimentada”, mas não no melhor sentido da palavra.
Ontem, mais ou menos ás onze da manhã eu estava no hospital, mais uma vez. Já que não foi o suficiente ter ido semana passada depois do meu tropeço no cinema que me custou uma contusão no braço direito. É foi no cinema. Pode acreditar.
Então, estava eu no hospital mais uma vez, só que ontem por outro motivo. Dor de garganta. Muita dor de garganta, que refletia em uma dor de ouvido também insuportável. Depois de um longo tempo de espera, o médico da emergência me examinou. Abri a boca e a primeira coisa que ele falou foi: “Tá horrível!”. A partir daí mais que dolorida, estava assustada. Minha mãe desconfiada pediu pra examinar também. Pronto, a expressão no rosto dela já era suficiente para eu imaginar a visão que eles tiveram. Eu sou assim com essas coisas de doença, sempre imagino o pior. Pois então, fiquei no soro lá no hospital. Recebendo alguns remédios pela veia. Até a enfermeira achar minha veia foi um custo como sempre. Aí eu já estava assustada, e dolorida duplicadamente.
Na sala comigo estavam também um casal (ambos com dengue), um senhor com a esposa e um jovem muito irritado de estar sentado, esperando as gotinhas do soro pingarem, e a minha mãe. Que, aliás, é uma santa. Sempre vai comigo ao hospital. De repente entra por uma porta um médico ou enfermeiro e diz: “Emergência! Trauma!”. Uma enfermeira, se não me engano chamada Maria das Dores (um nome bem sugestivo não acham?) que estava atendendo o senhor com a esposa, disse: “Deixa que eu vou!”. O senhor que estava sendo atendido, perguntou: “Você gosta de atender trauma?” Ela: “Sim!”. E riu. Eu, com minha dor, não me prestei a entender muita coisa, só escutava.
Passou-se um tempo, a minha dor era igual, o soro do casal com dengue estava no final e entrou outra enfermeira e perguntou: “O que houve lá no trauma?”. Uma terceira respondeu que não sabia. A outra insistiu e perguntou: “Teve alta celestial?”. “Aham”. E continuou: “Nossa, me livrei dessa!”. Fiquei pensando o que era alta celestial. Pensei. E resolvi perguntar para minha mãe: “Mãe, o que é alta celestial?”. Minha mãe olhou com uma cara triste pra mim: “Morreu”. Naquele momento muita coisa passou pela minha cabeça. Não sei como, mas comecei a lembrar da quarta-feira.
Eu tinha ido a uma visita a UFRJ. Assisti várias palestras sobre diversas profissões. Entre elas direito, comunicação, astronomia, nutrição... (Não que eu me interesse por todas, mas achei legal conferir algumas, como astronomia). E disse pra minha mãe que estava muito em dúvida entre direito e comunicação e não sabia o que fazer. A gente conversou sobre aquilo. Ela sempre atenciosa. Explicando-me o que era cada cargo do direito. Foi aí que eu disse: “Entranho como a vida das pessoas toma rumos tão diferentes, né? Quero dizer, até então estamos todos no ensino médio, depois parece que tudo se ramifica”.Minha mãe concordou e disse: “É. Cada um tem um lugar onde gosta de estar. Esse pessoal gosta de estar aqui no hospital. Atendendo e lidando com pessoas”.
Aquilo ficou martelando na minha cabeça. E cheguei a várias conclusões. Não lembro da maioria. Mas sei que é assim mesmo que as coisas são. Uns querem abrir corpos, curar doenças e salvar vidas. Outros gostam de analisar as estrelas e fazer cálculos de física. Ainda tem o grupo da natureza, os que querem lidar com os animais. Outros com a terra, com o computador, com alunos, com livros, com leis, com átomos e alimentos... A dúvida para onde se ramificar, que caminho seguir, se imaginar no futuro, é tudo muito difícil, mas seria pior se tudo fosse tão igual. Se todos tivessem as mesmas funções.
O bom (ou ruim) é que as possibilidades são tantas hoje em dia, que podemos disser que é mais fácil elas se encaixarem a nós do que nós a elas.
Depois de tantas reflexões, o remédio e o soro já tinham acabado de pingar. Eu pude ir embora. Fiquei na calçada do hospital esperando meu pai chegar para nos buscar, nisso a família da pessoa que tinha morrido estava atrás de nós. Mais uma vez pensei em muita coisa. E ao mesmo tempo agradecia a Deus, porque comigo era só dor de garganta. Meu pai chegou, fomos pra casa. Almocei sopa. O dia continuou bem. A dor já está bem menor, mas continuo assustada. Só que dessa vez não com o diagnóstico do médico. Com o futuro.
Inspiração: Precisa?

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