domingo, 19 de abril de 2009

Desabafo

A dor de cabeça me impede de expressar tudo que está aqui dentro. Que força para sair, mas nada cabe nas palavras. Quando estou em frente ao meu desafio, acreditando que estou pronta para enfrentá-lo, ele consegue me surpreender, muito mais do que eu imaginava.
De fato, nunca fui muito confiante em mim mesma no que diz respeito a provas e testes, sempre estive ansiosa nos minutos prévios... Por isso, além de resolver os problemas de física, ler os textos de português, entender os experimentos de biologia, vivo tentando vencer a mim mesma. O meu próprio desespero.
Na hora em que as letras embaralham, e não importa quantas vezes eu leia uma frase, nada é absorvido. Respiro, peço calma. Sigo em frente. Mesmo que errante, sigo em frente. Sempre tentando, nem sempre conseguindo, mas batalhando. Cada conselho de quem já passou por uma vida de pré-vestibulando, para mim, vale ouro. Alguns até me dão gás para explodir, acreditar em mim mesma e continuar seguindo... Eu queria ter certeza de onde sou capaz de chegar, mas não tenho, e ninguém tem. São hipóteses, pesquisas, rankings, percentuais que por mais que estejam ali, comprovados pela matemática, na maioria das vezes só me assusta. Eu sempre disse que a vida é feita de fases, de diversas maneiras. No entanto, essa tem sido a mais atípica de todas até então. Uma mistura de medo, com vontade de experimentar. Uns picos de felicidade em que o sorriso é incontrolável, com quedas tristes acompanhadas de lágrimas inevitáveis... Ao final, espero pelo menos sentir orgulho de mim mesma, cessar o estresse e poder transformar tudo isso em mais uma daquelas lembranças de que nos orgulhamos de ter e que nos fazem ser, quem hoje somos.


Embalado por: Free Fallin' - Johm Mayer

terça-feira, 31 de março de 2009

No meu caminho

Veja bem! Da próxima vez que passar por mim na rua, vou lhe segurar pela mão, olhar no fundo dos seus olhos, esperar seu rosto fazer aquela expressão de quem não entende nada, respirar bem fundo e dizer tudo o que adiei.
Vou falar tudo. Tudo. Não precisarei de muitas frases. Poucos verbos bastarão. Sua face ficará confusa, e minha alma cheia de alívio.
Vou esperar que a mensagem penetre em cada parte do seu corpo enquanto aquele silêncio clichê de grandes revelações se sobrepõe ao barulho dos carros apressados. Você vai ficar sem palavras por não saber o que dizer, eu por ter esgotado as minhas.
Se você vai gostar do que eu direi? Cruza comigo na rua pra saber...


Ao som de: Bad Love - Eric Clapton

terça-feira, 24 de março de 2009

À procura...

Como conseguir a inspiração? Eu escutava as músicas, e tudo fluía. Sinto-me mais mecânica a cada dia. A inspiração vem sofrida, as palavras não saem. Mesmo sendo a mesma distraída e desastrada de sempre, um dia já tive mais histórias para contar... Já fui mais crítica, já falei mais besteira.
Escrevo, apago. Escrevo, apago. Nada é bom. Nada é exatamente o que eu quero que seja. O teclado ajuda, se fosse no papel já teria desistido. Mas aqui estou, esperando por ela... E de repente, durante um banho, daqueles onde a alma que é lavada, ouvindo "Coração de Estudante", ela chega. Termino o banho. Me enxugo. Me visto. Já é tarde de mais...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Decisão

Está decidido! Deixem para eles! Deixem números, incógnitas, retas e curvas! Tudo isso deixem para eles! Os fenômenos, as forças e trabalhos são da conta deles! Agora vou viver num mundo à parte, de poucos e bons. Onde a força está nas letras. Todas unidas ou separadas. Com espaços, vírgulas, estrofes, ritmos... Onde não tem lógica, além daquela que eu mesma faço. Onde os resultados não precisam encaixar com nada. Não há nada tão pequeno que eu não possa ver, e nada tão grande que eu não possa sentir. Com muito respeito, vou pedir licença... Vou praticar minha poética.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O que vem depois da mudança...

Já faz tanto tempo que não venho escrever nesse blog, que a falta de costume até me impede de transmitir alguns pensamentos. Mas a fase agora é de mudança, e quando isso acontece, ficamos cheios do que dizer, e com sentimentos aflorados. Nunca sabemos se é a hora certa para essa mudança, se estamos preparados. Outro dia desses, em uma aula de literatura, que digamos assim, faz parte dessa mudança toda, escutei aquele tipo de coisa que quando chega aos seus ouvidos, dá uma sensação de paralisia, de reflexão. Lá na frente do quadro, o professor fez uma grande metáfora. Nossa vida e o nosso nascimento. Quando nascemos, choramos sem saber o que está acontecendo, sentido o frio pela primeira vez na nossa pele, a luz pela primeira vez nos nossos olhos. Saímos de forma brusca do melhor lugar no mundo: a nossa mãe. Assim, choramos, berramos, porque aquilo tudo é novo, diferente, e machuca. Não sabemos como fazer aquilo parar de doer, de incomodar. Mas, vamos crescendo, e aprendendo as soluções para essas dores... O problema na mudança, é que nunca sabemos o que vem depois, e isso é que machuca. Até quem sabe, nos faz chorar... É a primeira vez que certas coisas acontecem, e não sabemos como reagir. Porém, assim como um bebê tem que crescer, nós adolescentes e adultos também temos. Vivemos, mudamos e aprendemos as curas que tanto precisamos.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

De olho na validade!

Á tarde, depois do almoço, sempre dá aquela vontade de saborear algum doce, um chocolate na maioria das vezes. Começa a procura nos armários, na geladeira, nos potes. E nada de doce. A vontade só parece aumentar, é uma necessidade do paladar de contrariar o salgado que já foi engolido, de “acomodar” toda a comida direitinho para depois o estômago fazer seu papel. E durante essa procura, sugeri abrir um ovo de chocolate da última Páscoa, guardado. Por incrível que pareça, ele ainda estava lá, intacto. Pronto pra ser devorado. Ao abri-lo e depois saboreá-lo eu comentei que nem era tão bom. Foi quando me falaram: “Claro, é da Páscoa!”. Foi aí que ficou explicado porque quando resolvemos aproveitar as coisas, tarde de mais, o que elas tem de bom às vezes já passou, e você ficou intacto, deixando escapar o seu sabor...


PS.: Ou será melhor deixar em banho Maria? Cru ou bem passado?

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Já dizia a minha vózinha...

Imagine você bem no meio de uma ponte. Dos dois lados, duas margens, dois caminhos. Enquanto um diz que amanhã pode ser tarde de mais. O outro não lhe apressa, e diz que nunca é tarde de mais. E assim seguem os ditados nos rodeando, e nos guiando até decisões. A sabedoria popular é forte, mas pode ser falha. Ao mesmo tempo em que me diz para seguir rápido, sem pestanejar, não perder tempo, me diz também que sempre há tempo para recomeçar. No fim, os ditados são ditos e nada é feito. Será que agora o universo pode conspirar a favor de um dos lados? Ou alguém contou um conto e aumentou um ponto? Pra qual margem eu sigo?

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