quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Se eu falasse de amor...

A minha cabeça diz pra eu escrever sobre um assunto, mas parece que minhas mãos não deixam. Seria bom escrever sobre o amor, seria muito bom dizer que amar é bom. Talvez, eu pudesse justificar o amor como sopros. Se eu falasse nesse texto sobre o amor, eu diria que o amor sopra durante nossa vida de maneiras bem diferentes e em tempos diferentes. Horas, o amor sopra com tanta força, que não somos capazes de suportar tanto ar. Outras horas, o amor nem se quer sopra, ou sopra de leve, como brisa. Se eu pudesse falar de amor nesse texto, eu diria que o sopro de amor nem sempre é alegre, nem sempre é triste, nem sempre existe. Se o amor fosse a pauta de uma descrição, eu diria que na maioria das vezes, o amor vem de um sopro de outro alguém. Como uma mãe que assopra os olhos do filho quando esses ficam inquietos com alguma poeira. O amor em sopro é como um suspiro de um casal andando de mão dadas, como um suspiro depois de um beijo roubado. É o alívio de ser correspondido, é o aperto no coração de não ter o olhar compreendido. E depois, se eu falasse de amor, eu encerraria, dizendo que o amor é o ar que suspiramos...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Do meu tempo de cegueira...

A mentira é um tipo de cegueira, e talvez uma das piores. Ainda mais quando vem de alguém que se ama e que se depositava tanta confiança, e como é ruim quando descobrimos que durante muito tempo vivemos cegos. Enquanto todos enxergavam tão bem, os nossos olhos tomados por mentiras não permitiam ver o que o mundo queria mostrar, e nós insistíamos em negar. Quando então, como um estalo, os olhos voltam ao normal, a verdade vem á tona, a venda é rasgada, e o choque contra luz se torna muito forte. A sensação de ter sido enganado vem conforme os olhos se acostumam com a claridade. Depois vem a indignação. Em alguns, vem a vontade de voltar a não enxergar, em outras a vontade de vingança, em outros nasce o aprendizado. Assim, depois de muito tempo sem enxergar, as cores voltam a reluzir e o trauma com a claridade, o choque que antes ardia, agora fortalece sem que nos dêem colírio algum... Descobrimos que é possível enxergarmos com nossos próprios olhos.

Vivemos esperando...

Um dia desses, eu acordei, sentei no canto da cama e buscando forças para levantar eu reparei na caixa de um jogo que tinha em frente a mim. Muita gente já deve ter jogado, o Jogo da Vida. Mas não foi bem isso que me chamou a atenção ás seis horas da manhã... No canto da caixa, vinha um slogan bem empolgante: “Viva a emoção de viver!”. Aquilo ficou na minha cabeça...

Há momentos na vida, que realmente precisamos ser empolgados para viver, mas isso não deveria ser uma regra. Na verdade, como diria Rogério Flausino, nós vivemos esperando dias melhores. Ao invés de fazê-los. Vivemos postergando prazeres, e o mais confuso é que “logicamente” quando queremos ou desejamos alguma coisa, nós deveríamos buscá-la. Porém, é tão comum, querermos, desejarmos e esquecermos. E continuamos a viver esperando...

Quem sabe, se pudéssemos viver alguns dias apenas como algum animal, por exemplo, o cachorro. Quase todo mundo que já teve um cachorro ou conviveu com um, sabe que quando ele quer alguma coisa, não há impedimentos. A não ser que nós, os donos, demos a ele. Mas, no entanto, ele mesmo não se evita de ir buscar a bolinha, não se evita de pedir um carinho, não se evita de pegar a comida em cima da mesa e assim por diante. Não dá pra saber o que o cachorro pensa, mas talvez ele seja assim porque viva através das emoções, realmente. Talvez, ele seja assim porque não tem medo de seguir os instintos e as intuições. Enquanto, nós, vivemos esperando... Enquanto não descobrirmos realmente que é na emoção que encontramos a razão. É na emoção que encontramos a razão DO VIVER. Mas enquanto isso, vivemos esperando...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Tcharam!

O que você sabe de surpresas? Qual foi a última vez que você surpreendeu alguém? E de rotina? Qual foi o último “ato rotineiro” que você fez? Essa é mais fácil responder, não é mesmo? Mas não deveria... Por mais que todos os dias fossem dias de surpresas, não existiria surpresa rotineira. Surpresa nunca é a mesma, se não, não é surpresa. Rotina é sempre a mesma, se não, não é rotina. Quem sabe a magia que falta na vida é a surpresa que falta a cada dia. Um abraço mais forte, um sorriso, um beijo, uma ligação, um bombom! Surpreenda quem gosta de você. Ás vezes, ter medo de coisas nova é uma segurança que criamos para nós mesmos, quando na verdade nunca precisamos dela, um segurança desnecessária. Quando tiver a idéia: faça! Quando quiser inovar: inove! Quando quiser surpreender: Surpresa!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

In, deci, ou são?

Indecisão se fosse bom, seria virtude. Indecisão se fosse bom, o mundo seria uma inércia completa. Mas não é bom, e o mundo continua a girar e girar, até onde eu sei. Indecisões então se tornam as pedrinhas nos caminhos, a coceira que não passa. Irrita por tê-la e irrita não tê-la. Sem escolhas não há indecisão. Sem escolhas não há liberdade. Conseqüentemente, como mais um na vida, a indecisão é um mal necessário. Que nos faz ter que decidir que final dar ao final.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Nãããão!

São aquelas horas assustadoras que você não tem nada pra fazer (mas é claro que tem) vai ao computador esperando um conforto do Orkut. E ele está em MANUTENÇÃO!

Doce e Amargo Amor...

Qual o problema com o sexo oposto? Será tão difícil assim um entendimento? Tudo bem que nem sempre é possível ler a mente do outro, mas e a tal leitura corporal? Nada? E a voz? Será tão difícil perceber que o certo a fazer pra se agradar é tão simples. Não há dinheiro que compre, nada disso é necessário. Apenas um esforço verdadeiro de fazer o outro se sentir melhor. Fazer aquilo que gostaria que fizesse para você. Tão fácil, porém ridiculamente tão difícil. Um dia tudo cansa, todos cansam, e entender o outro e se fazer entender não será mais necessário. Se a vida fosse um pouquinho mais complicada talvez nem estivéssemos aqui. Os casais simplesmente não se relacionariam. Ou não. Talvez também seja a sina de todo apaixonado e apaixonada passar pelo que passa. Talvez assim tenha a graça. Mas do que vale amar sem ser amado? Do que vale tentar? Vale tentar? Quem arrisca alguma posta? Alguém explica o amor pra mim?

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