terça-feira, 2 de junho de 2009

As Possibilidades do Amor



"Pense no amor como um estado de graça.
Não um meio para chegar a um fim,
mas o alfa e ômega, um fim em si mesmo"

Gabriel García Márquez



Talvez, tenha sido naquele instante que teu piscar, desencontrou o meu olhar. Mas ainda assim, nem em tal ligeirice a luz desvia-se do seu olhos. Porque então eu desviaria?

Talvez, não sejamos afinal, feitos um para o outro. Mas ainda assim, o que é a inconstância do destino para ditar nossas regras? Porque então eu deveria segui-las?

Talvez, nunca queiras um carinho meu. Mas ainda assim, não vejo nas areias pedido algum, e lá está o mar a acariciar lentamente cada grão quieto. Porque então eu deveria esperar um sinal?

Talvez, o amanhã não chegue, o depois não perdure, e o fim, sem querer, venha para o que há entre nós dois. Mas ainda assim, o que é o fim, para algo assim, que vive só recomeçando?

domingo, 31 de maio de 2009

Assim fica constituído...

Não dê a mim a chance de legislar. Com esse poder, sei que não seria capaz de lidar. Amores assim, desprezados, eu proibiria. Proibindo, te prenderia. Prendendo-te, me prenderia mais ainda. E assim seríamos nós dois: um preso por desprezo, outro por apreço. Não, não vou criar uma lei como esta, por mais que me haja vontade de impedir esse seu jeito tão bem feito de viver sem mim...
Não, meu bem! Não te preocupes com algemas. Vai e vive, porque não existirão grades capazes de te trancar. Nem mesmo as mais bem construídas dentro de mim. Porém, quando estiveres cansado de viver sem se prender, cria tu a lei do “se arrepender” e volta para bem perto de mim, onde lei nenhuma é capaz de te afastar!

domingo, 24 de maio de 2009

O menor espaço apreciável de tempo

Quando as palavras ficaram por serem ditas, e os olhares por serem cruzados, transformaram-me em arrependida. Arrependida da pior espécie, que se torna assim por pura e simples escolha. Escolhi não dizer, escolhi não olhar. Não encarar teus olhos frente aos meus, para não descobrir o que eles possam vir a revelar. Mas foi então, que aprendi o valor do segundo, e agora, quero repetir momentos. Fazer melhor. Abrir bem os olhos, para te ver profundo, escolher bem as palavras para acariciar teus ouvidos. Agora eu quero. Não vou hesitar. Não vou implorar misericórdia ao passado, ele é caso a parte, ele se basta e é besta. Imploro a você, que sei que não se basta, e vai aceitar meu pedido de recomeçar aquele instante!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Muito além...

Será só um encaixe perfeito dos detalhes? Partes simétricas que se unem em um todo agradável? É um sorriso cor de nuvem? É um olho cor de céu? A palheta das cores necessariamente tem que ser assim: fixa? Será mesmo tão singular, fechada para pluralidade? Que rigorosa seleção é essa? Responde-me Beleza, será mesmo que você é tão constante?

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Será (mesmo) que passa?

Se fosse mesmo tão fácil escrever sobre a saudade, já teria meu livro publicado. Vivo reclamando que não tenho inspiração, mas assim que ela chega me falta alguma coisa. Eu diria a capacidade, mas eu tenho o código. Diria vontade, mas isso me resta. Falta saber o que é isso. Só saudade? Só? Com certeza não. Eu sei o que é mas nego. Nego porque quero negar. É tão mais fácil passar a borracha do que imaginar, tão mais cômodo tentar esquecer do que tentar te conquistar. Não dói tanto quanto errar, mas acabo me privando de te amar.
Por enquanto, o destino evita o encontro, e sigo eu aproveitando o samba da espera...

domingo, 19 de abril de 2009

Desabafo

A dor de cabeça me impede de expressar tudo que está aqui dentro. Que força para sair, mas nada cabe nas palavras. Quando estou em frente ao meu desafio, acreditando que estou pronta para enfrentá-lo, ele consegue me surpreender, muito mais do que eu imaginava.
De fato, nunca fui muito confiante em mim mesma no que diz respeito a provas e testes, sempre estive ansiosa nos minutos prévios... Por isso, além de resolver os problemas de física, ler os textos de português, entender os experimentos de biologia, vivo tentando vencer a mim mesma. O meu próprio desespero.
Na hora em que as letras embaralham, e não importa quantas vezes eu leia uma frase, nada é absorvido. Respiro, peço calma. Sigo em frente. Mesmo que errante, sigo em frente. Sempre tentando, nem sempre conseguindo, mas batalhando. Cada conselho de quem já passou por uma vida de pré-vestibulando, para mim, vale ouro. Alguns até me dão gás para explodir, acreditar em mim mesma e continuar seguindo... Eu queria ter certeza de onde sou capaz de chegar, mas não tenho, e ninguém tem. São hipóteses, pesquisas, rankings, percentuais que por mais que estejam ali, comprovados pela matemática, na maioria das vezes só me assusta. Eu sempre disse que a vida é feita de fases, de diversas maneiras. No entanto, essa tem sido a mais atípica de todas até então. Uma mistura de medo, com vontade de experimentar. Uns picos de felicidade em que o sorriso é incontrolável, com quedas tristes acompanhadas de lágrimas inevitáveis... Ao final, espero pelo menos sentir orgulho de mim mesma, cessar o estresse e poder transformar tudo isso em mais uma daquelas lembranças de que nos orgulhamos de ter e que nos fazem ser, quem hoje somos.


Embalado por: Free Fallin' - Johm Mayer

terça-feira, 31 de março de 2009

No meu caminho

Veja bem! Da próxima vez que passar por mim na rua, vou lhe segurar pela mão, olhar no fundo dos seus olhos, esperar seu rosto fazer aquela expressão de quem não entende nada, respirar bem fundo e dizer tudo o que adiei.
Vou falar tudo. Tudo. Não precisarei de muitas frases. Poucos verbos bastarão. Sua face ficará confusa, e minha alma cheia de alívio.
Vou esperar que a mensagem penetre em cada parte do seu corpo enquanto aquele silêncio clichê de grandes revelações se sobrepõe ao barulho dos carros apressados. Você vai ficar sem palavras por não saber o que dizer, eu por ter esgotado as minhas.
Se você vai gostar do que eu direi? Cruza comigo na rua pra saber...


Ao som de: Bad Love - Eric Clapton

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